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Europa: onde os trabalhadores recebem a menor parte do salário

Europa: a parcela do salário bruto destinada a impostos varia entre 15,1% em Chipre e 41,5% na Roménia, com a média da UE a atingir 29,1%

Vista da cidade de Paris (foto de arquivo)
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  • Dados de 2025 do Eurostat, divulgados em meados de 2026, mostram que a parcela do salário bruto destinada a impostos e outras deduções varia entre 15,1% em Chipre e 41,5% na Roménia para uma pessoa solteira sem filhos, com a média da UE a ficar em 29,1%.
  • Em média na UE, o salário bruto anual é de 37 958 euros, e o rendimento líquido é de 26 929 euros, o que corresponde a 11 029 euros a reter por impostos e deduções.
  • Mais de um terço do salário bruto é absorvido por impostos em Roménia (41,5%), Lituânia (39,1%), Bélgica (37,6%), Eslovénia (36,9%), Alemanha (34,8%), Dinamarca (34,0%) e Hungria (33,5%).
  • Entre os quatro maiores economies da UE, a Alemanha tem a maior parcela absorvida (34,8%), enquanto a Espanha tem a mais baixa entre elas (22,1%); França fica em 26,2% e Itália em 24,1%.
  • Ter filhos pode reduzir significativamente a percentagem, com cenários de casal com um rendimento e dois filhos a ver valores que podem ficar negativos (ex.: Grécia -3,3% e Polónia -0,6%), e a média da UE desce para 8,0% face aos 29,1% de solteiro sem filhos.

Na Europa, o peso dos impostos e outras deduções sobre o salário varia amplamente. A Euronews analisa dados do Eurostat para mostrar o rendimento líquido em relação ao salário bruto, segundo cenários de agregação familiar. O estudo foca numa pessoa solteira sem filhos.

Segundo os dados de 2025, o rendimento líquido de quem recebe a remuneração média corresponde a 29,1% de salário bruto na UE, com 11 029 euros de impostos e deduções em média, num salário anual de 37 958 euros. Variações significativas existem entre os países.

Em muitos estados, mais de um terço do salário bruto é absorvido por impostos e deduções: Roménia (41,5%), Lituânia (39,1%), Bélgica (37,6%), Eslovénia (36,9%), Alemanha (34,8%). Grécia fica nos 17,0% no extremo mais baixo.

Quatro grandes economias

A Alemanha apresenta a maior parcela entre as quatro maiores economias da UE, com 34,8%. Espanha tem a mais baixa entre elas, com 22,1%. França regista 26,2% e Itália 24,1%. No sul da Europa, os valores tendem a ser inferiores.

Além disso, Chipre apresenta apenas 15,1%, e Portugal 21,8%. Grécia fica muito abaixo da média com 17,0%. Luxemburgo e Croácia situam-se acima da média europeia, com 32,6% e 31,5% respetivamente.

Filhos alteram o peso das deduções

A existência de filhos reduz a parcela do salário destinada a impostos e deduções, especialmente em famílias com apenas um rendimento. Para casais com um rendimento, a percentagem pode descer até -3,3% na Grécia ou -0,6% na Polónia, onde o rendimento líquido supera o bruto por abonos.

A média para famílias com filhos desce para 8,0% na UE, face aos 29,1% de uma pessoa solteira sem filhos. A Roménia destaca-se com uma linha superior, seguida pela Lituânia, com valores ainda acima de 20% na maioria dos casos.

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