- A Ryanair vai deixar de cobrar aos pais a reserva de lugar junto a crianças entre dois e 11 anos quando não optarem por escolher lugar, após investigação da autoridade reguladora da concorrência no Reino Unido.
- A Autoridade da Concorrência e dos Mercados (CMA) abriu uma investigação para determinar se a cobrança de cerca de 8 libras por trajeto podia ser considerada cláusula abusiva e se representava pagar pela segurança de menores.
- Com a nova política, as famílias podem pagar pela seleção de lugares para escolher a localização; quem não pagar recebe atribuição automática de lugares após o check-in.
- Até agora, os adultos viajar com menores tinham de pagar o “lugar familiar obrigatório” para garantir que ficariam juntos, sem opção de atribuição gratuita de lugares contíguos.
- O presidente executivo, Michael O’Leary, afirmou que a CMA pretende impor um padrão menos transparente, mas a Ryanair ajustará a política ao que o setor pratica.
A Ryanair anunciou que não cobrará aos pais o custo de sentar-se junto às crianças quando não aceitarem pagar pela escolha de lugares. A medida vem na sequência de uma averiguação da Autoridade da Concorrência e dos Mercados do Reino Unido (CMA), iniciada no início deste mês. A operadora explica que a reconfiguração visa simplificar o processo para famílias e evitar práticas consideradas potencialmente abusivas.
Até agora, adultos que viajavam com menores entre os 2 e os 11 anos tinham de pagar pela reserva de pelo menos um lugar, um regime designado pela empresa como Lugar Familiar Obrigatório. A cobrança situava-se à volta de 8 libras por trajeto e era analisada pela CMA para determinar se violava leis de proteção do consumidor britânicas. A investigação avaliou ainda se o pagamento era uma cobrança pela segurança dos menores.
Com a nova política, as famílias podem continuar a pagar pela escolha de lugares para selecionar a localização desejada no avião. Quem não optar por esse serviço receberá atribuição automática de lugares após o check-in, com tendência a colocar-se na traseira da aeronave, uma vez que as filas da frente costumam esgotar primeiro.
Mudança na política de assentos
O presidente-executivo da Ryanair, Michael O’Leary, indicou que a CMA está a pressionar a empresa a adotar um padrão de lugares menos transparente, alinhado com o que é praticado por outras companhias. A companhia afirma que se adaptará ao padrão do setor, ainda que de forma relutante, para cumprir a regulamentação e defender os interesses dos consumidores.
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