- A Comissão Europeia vai apresentar reformas no primeiro trimestre de 2027 para desbloquear o mercado único bancário e reduzir a dependência de bancos estrangeiros.
- A apresentação está marcada para 15 de julho, servindo de base para mudanças previstas até 2027.
- O objetivo é eliminar barreiras financeiras entre Estados-membros, facilitando operações transfronteiriças e aumentando o financiamento a empresas e setores estratégicos.
- Estima-se que a UE precise de mais 1,4 biliões de euros em investimento anual, face aos 800 mil milhões identificados em 2024.
- O relatório aponta três objetivos: concluir o mercado único bancário, adoptar normas internacionais de banca e simplificar aspetos complexos do setor, além de facilitar circulação de capital e liquidez entre Estados-membros e a gestão de falências, num esforço de maior integração dos mercados de capitais.
A Comissão Europeia prepara reformas para o setor bancário da União Europeia, com o objetivo de eliminar barreiras entre mercados, reforçar o financiamento a empresas e setores estratégicos e reduzir a dependência de bancos estrangeiros. As propostas devem chegar no primeiro trimestre de 2027, com uma apresentação de um relatório prevista para 15 de julho.
O estudo indica que o mercado bancário da UE continua fragmentado e excessivamente complexo, o que faz o crédito ficar mais caro para famílias e empresas. As operações transfronteiriças permanecem mais limitadas do que nos EUA, apesar de décadas de integração.
Contexto financeiro e próximos passos
Um estudo de junho da Oliver Wyman para a Federação Bancária Europeia aponta a necessidade de investimentos adicionais na UE, estimando 1,4 biliões de euros por ano, face aos 800 mil milhões identificados em 2024. O documento da Comissão defende reduzir a dependência de bancos sediados fora da UE.
Entre os objetivos estão tornar o setor bancário mais competitivo, concluir o mercado único, adotar normas internacionais e simplificar aspetos excessivamente complexos. O relatório também propõe facilitar operações transfronteiriças, circulação de capital e liquidez entre Estados-membros e melhorar a gestão de falências.
Paralelamente, o texto sublinha que as mudanças devem acompanhar uma integração reforçada dos mercados de capitais europeus. As negociações sobre a reforma dos mercados de capitais decorrem em Bruxelas, com perspetiva de acordo até ao fim do ano.
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