- O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, afirmou em Lisboa que é preciso subir os salários dos dirigentes da Administração Pública e que estes não devem ter como referência os salários dos políticos.
- Defendeu ainda que as remunerações dos cargos políticos devem deixar de ser base de referência para os dirigentes de topo da Administração Pública.
- Propôs maior flexibilidade na concessão de prémios e progressões aos melhores trabalhadores públicos, sem depender de avaliações ou concursos que demoram.
- Observou que, por lei, os salários do Estado não podem exceder o do primeiro-ministro, cuja base é de cerca de 6.000 euros, mas que a CGD pode ter exceções por PMC (regime de concorrência).
- Em 2025, Paulo Macedo recebeu uma remuneração fixa de 433 mil euros e, no total, 964 mil euros, valor que o coloca entre os menos altos entre os presidentes dos cinco maiores bancos em Portugal.
Paulo Macedo, presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD), defendeu em Lisboa que os salários dos dirigentes da Administração Pública devem subir e deixar de ter como referência os vencimentos dos políticos. A intervenção ocorreu durante um almoço-debate organizado pela ACEGE.
O responsável afirmou que, quando se critica a Administração Pública, é preciso considerar a possibilidade de pagar mais aos dirigentes no topo da carreira. Reforçou que as remunerações políticas não devem desindexar-se das remunerações dos altos cargos públicos.
Macedo também defendeu maior flexibilidade para premiar os melhores funcionários públicos, por vias de progressão de carreira ou prémios, sem depender exclusivamente de avaliações ou concursos demorados. Relatou ainda uma experiência sua ao diretor-geral dos Impostos, sobre uma promoção que acabou por não avançar devido a limitações salariais.
Contexto legal e exceções
A legislação indica que os salários da função pública não podem exceder o do primeiro-ministro, cuyo salário base ronda os 6.000 euros mensais, com suplementos. Contudo, a CGD, por estar em regime de concorrência, pode ter exceções na remuneração dos seus gestores.
Remunerações na CGD
Em 2025, Paulo Macedo obteve 433 mil euros em remuneração fixa (cerca de 30 mil euros mensais) e totalizou 964 mil euros, incluindo a componente variável, segundo o relatório e contas da CGD. Este valor é o mais baixo entre os presidentes dos cinco grandes bancos que atuam em Portugal, conforme notícia do Eco.
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