- A soma de 159 milhões de euros em apoios sociais pagos indevidamente não resulta maioritariamente de fraude, segundo o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.
- A maior parte desses pagamentos decorre de atrasos na comunicação de factos, atualizações de informação ou limitações temporais inerentes aos processos administrativos.
- O ministério esclareceu que todo o pagamento obtido fraudulentamente é indevido, mas nem todo o indevido resulta de fraude.
- A Segurança Social já recuperou cerca de 90% do valor pago indevidamente, e a PSU é apresentada como ferramenta para simplificar processos e melhorar o controlo.
O Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social esclareceu que a maior parte dos 159 milhões de euros pagos indevidamente em apoios sociais não resulta de fraude. A comunicação ocorreu no âmbito do debate sobre a prestação social única (PSU). A afirmação aponta para atrasos na comunicação de factos, atualizações de informação e limitações temporais dos processos administrativos.
Segundo fontes oficiais, todo o pagamento obtido de forma incorreta é considerado indevido, mas nem todo esse montante resulta de fraude. O ministério aponta que parte dos pagamentos indevidos pode ocorrer por ocultação deliberada de informação ou declarações falsas, mas não é o único motivo.
A devolução de recursos é significativa: o Governo já recuperou cerca de 90% do valor pago de forma indevida, de acordo com o Ministério do Trabalho. A afirmação reforça que os mecanismos de controlo, detecção e regularização da Segurança Social estão a funcionar, com potencial melhoria pela PSU.
Contexto e objetivo da PSU
O debate parlamentar da semana passada sobre a PSU mencionou 159 milhões de euros em apoios sociais indevidos, com referência a alguns casos considerados fraudulentos. A ministra afirmou ainda que existem evidências de subsidiodependência no país.
Benefícios da simplificação administrativa
O ministério sustenta que a PSU, ao consolidar informações numa solução integrada, pode reduzir contactos, dependências e sobreposições para cidadãos e para a Segurança Social. A medida é apresentada como potenciadora de ganhos de eficiência.
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