- A UniCredit lança uma oferta hostil de 35 mil milhões de euros pelo Commerzbank, que termina na terça-feira às 23h59 (21h59 GMT), salvo prolongamento, após já ter ultrapassado os 30 por cento dos direitos de voto.
- A estratégia visa consolidar uma fusão pan-europeia, com eventual aprovação do Banco Central Europeu para aumentar a participação na unidade alemã, a HypoVereinsbank, e reduzir a rede internacional do Commerzbank.
- Alemanha rejeita a oferta, considerando o preço um prémio insuficiente e mantendo a posição de independência do Commerzbank; o chanceler afirma que a proposta pode minar a confiança no banco.
- O Commerzbank apresentou um plano até 2030 para melhorar rentabilidade, incluindo cortes de postos de trabalho, enquanto a BaFin analisa informações potencialmente enganosas divulgadas pela UniCredit.
- Disputa sobre participação acionista persiste: a UniCredit divulga avanços na aceitação, enquanto o Commerzbank afirma que investidores institucionais podem não estar envolvidos; Bettina Orlopp defende acordo com Berlim para preservar os representantes do Estado no órgão de supervisão.
A UniCredit lançou uma oferta hostil para adquirir o Commerzbank, em Milão, no início de maio, num negócio avaliado em 35 mil milhões de euros. A operação visa consolidar uma fusão pan-europeia e aumentar o peso europeu do grupo italiano. A oferta termina na terça-feira, pelas 23h59 CET, salvo prolongamento.
Na segunda-feira, a UniCredit anunciou ter ultrapassado o limiar de 30 por cento que definiu para a aquisição. O preço é visto como baixo, mas representa um passo central na ofensiva da instituição italiana contra o banco alemão. Se aprovada pelo BCE, poderá permitir a compra progressiva de participação e fusão com a HypoVereinsbank.
A notícia agrava a tensão entre os bancos, com o Commerzbank a rejeitar a oferta por considerar o preço insuficiente e a priorizar a independência. O debate envolve também a forma de mobilizar acionistas, incluindo críticas ao aumento gradual de adesões divulgado pela UniCredit.
Alemanha rejeita a oferta
O governo alemão reagiu de forma firme, rejeitando a proposta e destacando que o preço não compensa o valor das ações. O Fundo de Estabilização do Mercado Financeiro afirmou apoiar a estratégia de independência do Commerzbank AG e rejeitar a abordagem da UniCredit.
Planos estratégicos do Commerzbank
A gestão do Commerzbank apresentou um plano para reforçar a rentabilidade até 2030, com cortes de postos de trabalho para tornar o banco mais enxuto. Bettina Orlopp defende manter o controlo estratégico, defendendo que o acordo com Berlim garante aos representantes do Estado no órgão de supervisão.
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