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Bioterrorismo preocupa; estará a Europa pronta para outra pandemia?

CEO da Moderna alerta que a Europa não tem capacidade de produção de mRNA, exigindo parcerias com governos para enfrentar futuras pandemias

Stéphane Bancel, CEO da Moderna, no programa The Big Question
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  • Stéphane Bancel, CEO da Moderna, participou no The Big Question para falar de bioterrorismo, preparação para pandemias e uso da tecnologia de mRNA no tratamento do cancro.
  • A Moderna ficou conhecida pela vacina Spikevax contra a Covid-19; a empresa abriu capital no NASDAQ em 2018 e chegou a ter a maior OPA de uma biotecnologia, um recorde que já foi ultrapassado.
  • Apesar da valorização ter caído nos últimos cinco anos, a Moderna vê sinais de recuperação em 2026, com o steer de que o conhecimento em mRNA pode impulsionar várias áreas terapêuticas.
  • OCEO europar europeus afirma que, hoje, não há capacidade de produção de mRNA na Europa continental, e a Moderna procura parcerias com a União Europeia para criar uma base industrial de mRNA no continente.
  • A Moderna está a ampliar o portefólio com vacinas contra doenças infecciosas já aprovadas na UE e novos produtos, incluindo tratamentos para a síndrome de Lynch, numa tentativa de reanimar as vendas e diversificar receitas.

Stéphane Bancel, CEO da Moderna, participou num episódio do programa The Big Question, onde abordou temas como bioterrorismo, preparação para pandemias e terapêutica do cancro. O foco esteve na capacidade da empresa e da Europa enfrentar crises sanitárias futuras.

A conversa recuou à altura em que a Moderna lançou a vacina Spikevax baseada em mRNA, chegando à Europa menos de um ano após o início dos confinamentos. A empresa entrou na bolsa em 2018, abrindo caminho para uma das maiores ofertas públicas de biotecnologia da época.

Bancel indicou que, mesmo com o desempenho recente das ações, a Moderna vê sinais de recuperação para 2026, apontando que uma nova pandemia seria mais rápida de enfrentar com infraestruturas de produção já existentes. A empresa dispõe de fábricas nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Austrália.

O executivo destacou preocupações com a falta de capacidade de produção de mRNA na Europa continental e afirmou que a Moderna trabalha com a União Europeia e governos nacionais para desenvolver uma parceria semelhante à existente em outros países. A meta é fortalecer a presença europeia nessa tecnologia.

Entre os temas de diversificação, a Moderna está a direcionar o mRNA para o tratamento do cancro, incluindo a síndrome de Lynch, que aumenta o risco de certos tumores. Bancel sublinhou que a empresa pretende retomar o crescimento das receitas com o portfólio existente, ampliando o uso da tecnologia em várias áreas terapêuticas.

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