- Brasileiros investem na construção de imóveis para a classe média em Portugal, com foco na Margem Sul de Lisboa, onde terrenos não estão tão inflacionados.
- Os imóveis são de dois quartos, entre sessenta e setenta metros quadrados, para reduzir os custos e caber no bolso.
- O trio de empresários começou em Sesimbra, em 2023, e expandiu para Barreiro, Moita, Sintra, Abrunheira e Azambuja.
- O capital vem principalmente de investidores terceiros, em euros, com a ideia de evitar bancos e conduzir a operação até à venda.
- O objetivo é adaptar o modelo do programa brasileiro Minha Casa, Minha Vida para a realidade portuguesa, oferecendo prestações acessíveis, já com dois jovens casais compradores na Baixa da Banheira.
Brasileiros investem na construção de imóveis para a classe média em Portugal, com foco na Margem Sul de Lisboa. O objetivo é tornar habitação acessível ante a escalada de preços no país, adaptando modelos de baixo custo para o mercado português.
Thiago Melo, engenheiro pernambucano, e o arquiteto Charles Ruas, trabalham com o investidor marroquino Rachid Timchra. Juntos, criam empreendimentos destinados à classe média, buscando reduzir dimensões e custos para caber no orçamento das famílias.
As operações começaram em 2023, com um projeto em Sesimbra. Os investimentos expandiram-se para Barreiro, Moita, Sintra, Abrunheira e Azambuja. O foco permanece na Margem Sul, onde terrenos são mais acessíveis e há menos inflação.
Modelo de financiamento e participação de terceiros
A maior parte dos projetos é viabilizada por capital de terceiros, com investidores brasileiros buscando diversificar aplicações em euros. A gestão fica a cargo da equipe, desde a execução até à venda, sem depender de bancos.
Em Sesimbra, o primeiro empreendimento prevê três casas germinadas com investimento inicial de 717 mil euros. Também há planos no Barreiro e Sintra, com novos terrenos e edifícios previstos, sempre com prazos firmados para manter a rentabilidade.
Perspetiva de mercado e desafios
Os empresários apontam mercado potencial entre jovens até aos 35 anos, beneficiários de programas nacionais que permitem financiamento de 100% do imóvel. A meta é adaptar o modelo do programa brasileiro para responder à procura por habitação acessível em Portugal.
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