- Cinco organizações criaram a Rede Empregar para ajudar 3.438 jovens Nem-Nem até aos 34 anos a entrar no mercado de trabalho.
- A rede junta a Gulbenkian Empregar e parceiros: Incorpora da Fundação la Caixa, Afirma-te já do Instituto Português do Desporto e Juventude, IEFP e a Fundação BNP Paribas.
- O objetivo é apoiar jovens que terminaram o curso, estão desempregados, desmotivados ou com empregos precários, com abordagens diferentes entre os projetos.
- Os projetos incluem formação profissional para migrantes, mobilidade entre zonas do país e iniciativas na área da música para criar negócios ou qualificações.
- Em Portugal, a taxa de jovens Nem-Nem era 9% em 2025, face a 13,1% em 2015, numa tendência de redução na União Europeia de 11% em 2025.
Cinco organizações criaram nesta terça-feira uma rede para facilitar a entrada de quase 3.500 jovens no mercado de trabalho. A iniciativa, batizada Rede Empregar, foi anunciada pela Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, durante a cerimónia de lançamento.
A rede visa apoiar jovens até aos 34 anos que já terminaram o curso, mas permanecem desempregados ou fora do sistema de formação. O objetivo é promover emprego ou qualificação através de 43 projetos dispersos pelo território nacional.
A Gulbenkian Empregar, que já supervisiona 14 projetos, encabeça a iniciativa. Estão ainda envolvidas a Incorpora da Fundação la Caixa, o Afirma-te já do IEJ, o IEFP e a Fundação BNP Paribas.
Participantes e objetivos
O responsável Pedro Cunha descreveu a rede como uma coligação de projetos que trabalham com jovens vulneráveis, com abordagens diversas e complementares. A ideia é adaptar caminhos de formação e emprego às situações de cada jovem.
Entre os exemplos citados, destaca-se um projeto em Setúbal direcionado a comunidades migrantes da Ásia, com foco em formação profissional para rápida integração laboral. Outras ações promovem mobilidade geográfica e criação de negócios.
Contexto e impacto
Alguns projetos trabalham na área da música para incentivar jovens a abrir negócios ou seguir percursos de qualificação. A rede pretende também influenciar políticas públicas, com potencial de ampliação a nível nacional.
Em termos europeus, o Eurostat mostra que, em 2025, a taxa de jovens Nem-Nem na União Europeia ficou em 11%, ligeiramente abaixo de 2015 (15,2%) e próxima da meta de 9% até 2030. Em Portugal, o indicador foi de 9% em 2025, face a 13,1% em 2015.
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