- A Caixa Geral de Depósitos aumentou o capital social para 6 mil milhões de euros, usando lucros passados em vez de dinheiro público.
- O dividendo entregue ao Estado passou a ser de 1,25 mil milhões de euros, vencido pela decisão tomada na reunião de 29 de maio.
- Para chegar aos 1,25 mil milhões, a administração retirou 300 milhões de euros das reservas, além dos 925 milhões do resultado de 2025.
- O banco mantém reservas elevadas, aproximando-se dos 5 mil milhões de euros, acumuladas com lucros recorde ao longo dos anos.
- O rácio de capital CET1 ficou acima de 20%, e a instituição acompanha uma reorganização que envolveu encerramento de balcões e ajuste de operações internacionais.
A Caixa Geral de Depósitos aprovou, na assembleia geral de 29 de maio, usar lucros acumulados para reforçar o capital social sem recorrer a dinheiro público. O objectivo é distribuir um dividendo recorde ao acionista Estado, com base nos resultados de 2025 e nas reservas da instituição.
Foi decidido incorporar parte dos lucros em reserva legal e em capital social, mantendo disponível uma parcela para dividendos. O total distribuído ao Estado ascende a 1,25 mil milhões de euros, composto por 952 milhões de euros em dividendos e 300 milhões retirados de reservas para aumentar o montante final.
Os recursos usados não entram como dinheiro público, explicou a CGD, que elevou o capital social de 4,5 mil milhões de euros para 6 mil milhões. A operação fortalece a solidez financeira, reforçando os rácios de capital, segundo o banco.
O montante de 1,25 mil milhões de euros resulta da soma de 925 milhões de euros de lucros de 2025, mais 300 milhões de reservas para ampliar o dividendo, com a soma ainda de mais de 630 milhões incorporados em reservas. A Caixa continua com reservas que rondam 5 mil milhões de euros.
A CGD salientou que o aumento de capital social assegura uma estrutura permanente estável, adequado aos níveis de solvabilidade e gestão de riscos exigidos pelo BCE. O rácio CET1 manteve-se acima dos 20%, mesmo após a distribuição.
No primeiro trimestre, a instituição registou lucro perto de 400 milhões de euros, novo máximo, que não está incluído nos dividendos de 2025. O desempenho recente sucede a uma fase de reestruturação e melhoria dos resultados, orientadas pela gestão de juros e pela reversão de imparidades.
A assembleia aprovou ainda um voto de confiança aos órgãos de administração e fiscalização pelo desempenho em 2025. O Estado mantém 100% do capital da Caixa, com decisões tomadas pelo Ministério das Finanças.
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