- Luís Sequeira, presidente da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), afirma que, nos últimos sete anos, os viticultores portugueses perderam 530 milhões de euros devido à entrada de vinhos espanhóis de baixa qualidade.
- Nesse mesmo período, o Estado gastou 85 milhões de euros para reduzir stocks de vinho.
- O dirigente critica o atual sistema de controlo e fiscalização, dizendo que está feito à medida do “conselheiro Acácio”.
- Propõe terminar com esse modelo e delegar competências nas comissões vitivinícolas regionais.
- A entrevista aponta a necessidade de mudanças na supervisão, fiscalização e gestão de stocks do setor.
O presidente da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), Luís Sequeira, afirma, com base em estatísticas oficiais, que os viticultores portugueses perderam 530 milhões de euros nos últimos sete anos devido à entrada de vinhos espanhóis de baixa qualidade. A avaliação envolve dados do setor e do mercado interno.
Em entrevista, o líder aborda o impacto da concorrência externa e a necessidade de evoluir as regras que regem o controlo de qualidade e a fiscalização. Além disso, refere que o Estado investiu 85 milhões de euros para reduzir stocks de vinho durante o mesmo período.
Os números citados refletem, segundo Sequeira, um desequilíbrio provocado pela oferta externa mais barata. O objetivo é tornar as regras de fiscalização mais eficaz, reduzi-las a mecanismos que não promovam inconsistências entre regiões e produtores.
Quanto às medidas, o presidente defende alterações no modelo de controlo e fiscalização atuais. Propõe delegar competências às comissões vitivinícolas regionais, numa mudança que considera essencial para corrigir o que classifica de falhas estruturais.
A apresentar, ainda, o responsável aponta que a reformulação do sistema pode ajudar a compensar perdas económicas dos viticultores. Não foram anunciadas datas para implementação nem detalhes operacionais das alterações propostas.
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