- O município de Leiria recebeu 17,5 milhões de euros das seguradoras e do Governo, mas os gastos para reparar os danos já somam 30 milhões de euros.
- Dos 30 milhões, 11 milhões entram como adiantamento do Governo (fundo de emergência) e 6,5 milhões vieram das seguradoras, com a diferença ainda por contabilizar.
- Os gastos incluem operações de limpeza, desobstrução de vias, alugueres de equipamento, obras no parque escolar, equipamentos culturais e municipais, sinalética, abrigos de passageiros e limpeza de resíduos, incluindo retirada de coberturas com amianto.
- O autarca Gonçalo Lopes informou que cerca de 788 quilómetros de caminhos florestais precisam de limpeza; já foram limpos 581 quilómetros e prevêem concluir brevemente o restante.
- Os prejuízos no património municipal estão estimados em 193 milhões de euros, e as contas finais com as seguradoras dependem de perícias conjuntas com uma empresa externa especializada.
O Município de Leiria recebeu 17,5 milhões de euros das seguradoras e do Governo para fazer face aos danos causados pela depressão Kristin. Contudo, os gastos com a recuperação já ultrapassaram os 30 milhões de euros, segundo o presidente da Câmara, Gonçalo Lopes, em declaração à Lusa.
O autarca explicou que a verba destinada pelo Governo, no âmbito do fundo de emergência, corresponde a 11 milhões de euros, e que as seguradoras já desembolsaram 6,5 milhões. O montante gasto até agora indica um desvio em relação aos apoios recebidos, que se mantêm como adiantamentos.
Os 30 milhões de euros foram usados em várias operações: limpeza, desobstrução de vias, alugueres de equipamento, obras no parque escolar, equipamentos culturais e municipais, sinalética e abrigos de passageiros. Também houve despesas com a remoção de coberturas com amianto e com a semaforização, entre outras ações de limpeza de resíduos urbanos.
Na área da floresta, o concelho tem 788 quilómetros de caminhos, dos quais 581 já foram limpos. O objetivo é terminar a limpeza até ao final da próxima semana. Grande parte do esforço continua a centrar-se em desimpedimento de vias e em obras associadas a alugueres de contentores, geradores e outros recursos.
Os prejuízos no património municipal estão estimados em 193 milhões de euros. As contas com as seguradoras ainda não estão fechadas e devem ser ajustadas com peritagens técnicas. Para isso, a Câmara recorreu a uma empresa externa com experiência em grandes danos e sinistros, incluindo casos internacionais.
Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal entre o final de janeiro e o início de março na sequência das depressões. Em Leiria, registaram-se seis óbitos, associadas aos efeitos das tempestades que afetaram várias regiões do país e provocaram centenas de feridos e desalojados, bem como danos significativos em infraestruturas.
As temporais, que duraram cerca de três semanas, afetaram o Centro, Lisboa e Vale do Tejo e o Alentejo. Os prejuízos globais foram estimados em milhares de milhões de euros, com impactos em habitações, empresas, energia, água e comunicações.
O Governo divulgou que já recebeu perto de 35.900 candidaturas para apoios à reconstrução de habitações. A Estrutura de Missão para a recuperação prevê entre 35 mil e 40 mil empresas com danos nas zonas mais afetadas.
Entre na conversa da comunidade