- Aveiro prepara-se para reintroduzir a taxa turística de três euros por noite, aplicável a hóspedes com 16 anos ou mais, até um máximo de sete noites.
- O regulamento está em consulta pública, permitindo que cidadãos e entidades apresentem contributos antes da votação municipal.
- Hotéis locais criticam o valor e o momento, defendendo que é elevado face à conjuntura de quedas na procura e à performance recente do destino.
- OPS (Partido Socialista) e oposição discordam do valor, sugerindo 2 euros por noite ou medidas como redução/gratuidade a partir da terceira ou quarta noite.
- A autarquia argumenta que as receitas servirão para preservação, qualificação e sustentabilidade do território, alinhando com práticas de outros municípios com turismo ativo.
O município de Aveiro propõe reintroduzir a taxa turística após a sua abolição em 2014. O regulamento em Consulta Pública aponta para 3 euros por noite, aplicáveis a hóspedes com 16 ou mais anos, até um máximo de sete noites. A medida visa financiar ações de preservação e qualidade do destino.
A proposta saiu da última reunião do executivo municipal e já gerou controvérsia entre gestores hoteleiros locais, associações e o PS. O timing tem sido criticado, num contexto de quedas de procura e de tempestades que afetaram o turismo na região.
Os empresários ouvidos pelo PÚBLICO defendem que o valor é elevado e não condiz com a conjuntura atual, destacando a existência de hotéis de diferentes categorias na cidade. Alguns argumentam que Aveiro ainda está a crescer como destino turístico.
Para os hoteleiros, a taxa de 3 euros por noite pode comprometer a competitividade face a cidades vizinhas com valores inferiores. Em Aveiro, a avaliação também passa pela perceção de que o imposto deverá ter impacto real na melhoria do espaço e dos serviços.
O PS, que participou na votação, concordou com a taxa apenas de forma crítica, sugerindo 2 euros por noite como referência. Os socialistas defendem ainda ponderar uma redução, ou isenção a partir da terceira ou quarta noite, como forma de manter a atratividade para longas estadias.
Especialistas reconhecem que a cobrança de taxas turísticas pode afetar a procura, especialmente em fases de recuperação. A defesa oficial aponta que as receitas serão aplicadas em ações de preservação, mobilidade, limpeza e oferta cultural, assegurando uma repartição mais equilibrada dos encargos do turismo.
Ainda assim, a autarquia afirma que, tal como noutros municípios com forte dinâmica turística, o objetivo é financiar melhorias no território sem prejudicar a experiência do visitante. Resta conhecer a posição final do executivo liderado por Luís Souto Miranda diante dos reparos apresentados.
Fonte: PÚBLICO
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