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Imigrantes podem travar o colapso económico de Portugal, aponta estudo

Relatório alerta para envelhecimento populacional e baixa qualificação, destacando a imigração como chave para evitar bloqueio no mercado de trabalho

Relatório alerta para a baixa qualificação dos empregos da maioria dos imigrantes
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  • Relatório “Emprego em Portugal”, apresentado no Porto pelo CoLABOR, alerta para a baixa qualificação dos empregos ocupados pela maioria dos imigrantes.
  • O país enfrenta uma armadilha demográfica e laboral, com envelhecimento da população e dificuldade em reter jovens qualificados.
  • A imigração é apresentada como fator crucial para evitar uma crise estrutural no mercado de trabalho.
  • O diagnóstico aponta para um sistema económico de baixos salários, baixa produtividade e incapacidade de atrair ou fixar mão de obra qualificada; sem medidas, a situação pode agravar-se nos próximos anos.

O relatório “Emprego em Portugal”, apresentado esta terça-feira numa conferência no Porto, alerta para riscos demográficos e laborais que o país enfrenta. A investigação, realizada pelo CoLABOR, descreve um cenário de envelhecimento populacional que pode piorar a procura de mão de obra qualificada.

O documento denuncia um sistema económico ligado a baixos salários, com produtividade relativamente baixa e dificuldade em atrair ou reter mão de obra qualificada. O estudo baseia-se em dados nacionais e projeta impactos maiores caso não haja intervenções.

A situação, segundo o relatório, pode abrir uma armadilha para o crescimento económico nas décadas seguintes, caso não haja políticas que incentivem o aumento da qualificação e a retenção de jovens. O papel da imigração é apresentado como fator importante para evitar uma crise no mercado de trabalho.

Contexto demográfico e laboral

Entre as conclusões, o CoLABOR destaca que a maior parte dos empregos ocupados por imigrantes tende a ser de baixa qualificação, o que, a longo prazo, pode limitar a mobilidade ocupacional e a progressão salarial. O estudo aponta para a necessidade de formação e políticas de integração.

O relatório enfatiza ainda que Portugal corre o risco de depender excessivamente de mão de obra imigrante para evitar impactos na economia, sem que haja melhoria das condições que favoreçam a fixação de trabalhadores qualificados. A apresentação ocorreu no Porto, com participação de especialistas em mercado de trabalho.

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