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DN/Aximage: Portugueses temem subida do custo de vida e reprovam apoios

Barómetro DN/Aximage aponta que 86% veem a subida do custo de vida como principal problema, e 62% consideram o Governo insuficiente na resposta à crise económica

FOTO: Leonardo Negrão
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  • Setenta e oito por cento dos portugueses consideram que a situação económica está a piorar, dezasseis por cento entendem que permanece igual e seis por cento que melhora.
  • A subida do custo de vida é a principal preocupação, apontada por oitenta e seis por cento, seguida pelo desemprego (sessenta e cinco por cento) e pela inflação (60 por cento).
  • Sessenta e dois por cento dizem que o Governo não está a fazer o suficiente para ajudar as famílias, 28 por cento acham que o Executivo faz o que pode e 10 por cento não sabe/não responde.
  • Entre as medidas desejadas, destacam-se a redução de impostos (setenta e oito por cento), o aumento do salário mínimo (setenta e dois por cento) e o apoio às famílias com filhos (sessenta e oito por cento).
  • Em termos de confiança, 65 por cento não confiam na capacidade do Governo de resolver os problemas; 29 por cento confiam e 6 por cento não sabem/não respondem. O estudo foi realizado entre 15 e 20 de maio, com uma amostra de mil e duzentos adultos.

O barómetro DN/Aximage mostra uma preocupação generalizada com a subida do custo de vida, associada ao conflito no Médio Oriente, e uma forte insatisfação com os apoios do Governo de Luís Montenegro. O estudo aponta para um retrato económico tenso.

De acordo com o inquérito, 78% dos portugueses entendem que a situação económica do país está a piorar, 16% acredita que se mantém igual e 6% aponta melhoria. A subida do custo de vida é o principal receio, citado por 86%.

A inflação é apontada como fator relevante por 60% dos inquiridos, seguido pelo desemprego (65%). Quanto às medidas do Governo, 62% dizem que não está a fazer o suficiente para ajudar as famílias, 28% concordam que há ações, e 10% não responde.

Medidas desejadas

A maioria dos entrevistados destaca a redução de impostos (78%), o aumento do salário mínimo (72%) e o apoio às famílias com filhos (68%) como prioridades de atuação governamental.

Confiança e perspetivas

Sobre a confiança institucional, 65% não confiam na capacidade do Governo para resolver os problemas, 29% têm confiança e 6% não sabem responder. A perceção de deterioração mantém-se alta.

70% dos portugueses acreditam que a situação económica vai piorar nos próximos meses, 20% prevê manter-se igual e 10% antevê melhoria. Os dados oficiais foram recolhidos entre 15 e 20 de maio, com 1.200 adultos em todo o país.

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