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Mais da metade dos cancelamentos da SATA Açores por meteorologia

Mais de metade dos cancelamentos da SATA Açores no último ano devem-se a meteorologia, com 1.351 voos e quase 2 milhões de euros em indemnizações

Avião da Sata Air Açores
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  • Entre maio de 2025 e abril de 2026, a SATA Air Açores cancelou 1.351 voos, sendo 57% por razões meteorológicas.
  • Os cancelamentos imputáveis direta ou indiretamente a condições meteorológicas ascendem a 68%, conforme o Governo Regional.
  • No último ano, a SATA pagou 1,99 milhões de euros em indemnizações a 7.365 passageiros e perto de 175 mil euros em despesas de assistência a 3.098 passageiros; ainda há processamento de 353 mil euros em indemnizações para 1.080 passageiros e 4.330 euros em despesas para 121 passageiros.
  • A frota atual é de cinco aeronaves em linha, com planos de reforço: Dash Q400 e aeronave em ACMI, dependendo de autorização da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC).
  • Para a época alta de 2026, há reforço de capacidade em rotas com maior procura e identificação de eventos culturais ou desportivos que justifiquem aumentos de operação, com possível aumento de frequências ou de tipo de equipamento.

A SATA Air Açores, a única empresa que assegura ligações entre as nove ilhas, cancelou mais de 1.300 voos no último ano. Dois milhões de euros foram pagos em indemnizações e despesas de assistência a passageiros, segundo dados do Governo Regional. Entre maio de 2025 e abril de 2026, os cancelamentos somaram 1.351, com 57% por meteorologia.

O Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) explicou que os cancelamentos imputáveis direta ou indiretamente a condições meteorológicas ascendem a 68%. O Chega, em requerimento, questionou o impacto de atrasos e alterações de voos com pouca antecedência.

Entre maio de 2025 e abril de 2026, a SATA registou 1.351 cancelamentos, dos quais 57% por meteorologia, 26% por motivos técnicos, 15% por razões operacionais e 2% por motivos comerciais. Foram ainda 3.724 voos atrasados.

Os atrasos apontados variaram entre 30 minutos e mais de duas horas, com 46% entre 30 e 60 minutos e 19% acima de duas horas. O Governo afirmou que os atrasos resultam, sobretudo, de efeitos em cadeia ligados a condições meteorológicas e a limitações técnicas pontuais.

A SATA acumulou, no último ano, 1,99 milhões de euros em indemnizações a 7.365 passageiros e perto de 175 mil euros em despesas de assistência a 3.098 passageiros. Existem ainda valores em processamento: 353 mil euros em indemnizações a 1.080 passageiros e 4.330 euros em assistência a 121 passageiros.

A frota atual consiste em cinco aeronaves plenamente operacionais, garantindo a operação interilhas. O Governo indicou que a operação está normal, com imobilizações dentro de padrões de manutenção aeronáutica.

Perspetivas de frota e reforços

Entre junho e agosto prevêem-se seis aeronaves em serviço, com uma adicional em ACMI, aumentando para sete aeronaves e mais uma em ACMI em setembro. A entrada em operação de uma aeronave Dash Q400 depende de autorização da ANAC.

O executivo adiantou que a época alta de 2026 deverá beneficiar de reforços de capacidade nas rotas com maior procura, associada a períodos de atividade económica, festividades religiosas e eventos culturais. A SATA solicitou aos municípios a identificação de eventos que justifiquem reforços operacionais.

Sempre que operacionalmente viável, reforços de capacidade serão introduzidos, seja pelo aumento de frequências ou pela adequação do tipo de equipamento utilizado.

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