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Investimento na ferrovia cai e atrasos multiplicam-se

Investimento recua 200 milhões de euros face a 2024 e pontualidade piora: 22,8% dos comboios não cumprem horários, segundo IP

Linha do Norte é das mais congestionadas, mas a alta velocidade poderá ajudar
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  • Em 2025, 22,8% dos comboios da CP e da Fertagus não cumpriram os horários definidos pelos operadores.
  • A taxa de atraso tem piorado há três anos e é o pior resultado desde a fusão que criou a Infraestruturas de Portugal, em 2024.
  • O relatório e contas da Infraestruturas de Portugal aponta uma redução de 200 milhões de euros nos investimentos face a 2024.
  • Especialistas ouvidos destacam o congestionamento da linha do Norte e a “má qualidade” dos investimentos.
  • Mesmo com recorde de passageiros, o serviço ferroviário continua a registar atrasos significativos e apenas três em cada dez comboios circulam pontualmente.

Em 2025, a ferrovia portuguesa registou o pior desempenho de pontualidade dos últimos anos, apesar de ter havido um recorde no número de passageiros. Três em cada dez comboios circularam com atraso, segundo o relatório e contas da Infraestruturas de Portugal (IP).

O documento, que analisa a gestão da rede, aponta um recuo de 200 milhões de euros nos investimentos no setor face a 2024. A queda acontece num ano de maior procura e maior utilização das linhas de caminho-de-ferro.

Especialistas ouvidos pelo JN atribuem as dificuldades a dois fatores-chave: o congestionamento da linha do Norte e a qualidade aquém do desejado dos investimentos efetuados. A combinação agrava os atrasos de serviço.

Causas do atraso e panorama técnico

Em 2025, 22,8% dos comboios operados pela CP – Comboios de Portugal – e pela Fertagus não cumpriram os horários definidos. O indicador tem evoluído de forma negativa nos últimos três anos, sendo o pior desde a fusão da Refer com a Estradas de Portugal em 2024.

A fusão que deu lugar à IP, em 2024, ampliou o controlo sobre o setor, mas não inverteram-se de imediato os problemas de produtividade. O relatório sublinha a necessidade de reorganizar investimentos para reduzir constrangimentos na rede.

O estudo também destaca que a procura alta dos últimos anos contrasta com falhas de planeamento e com limitações de capacidade. A IP reforça que a gestão da rede continua a enfrentar desafios estruturais.

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