- Governo quer instalar caixas de levantamento de dinheiro em freguesias sem pontos de acesso, em parceria com a SIBS e o Banco de Portugal.
- O ministro Castro Almeida afirmou, em debate na Assembleia da República, que o projeto pode avançar já em junho e quer estender-se a todas as freguesias sem caixas automáticas.
- Dados do Banco de Portugal de 2022 mostram que 1.276 freguesias (41%) não tinham qualquer ponto de acesso a dinheiro físico.
- A iniciativa é defendida pela Denária e pela Anafre, que já discutiram o tema num congresso em janeiro e aprovaram moção de atenção aos deserta de numerário.
- No final de 2025 existiam 13.700 caixas automáticas em Portugal.
O Governo quer instalar caixas de levantamento de dinheiro em freguesias sem pontos de acesso a dinheiro físico, em parceria com a SIBS e o Banco de Portugal. A medida foi anunciada por Castro Almeida, em debate na Assembleia da República, em Lisboa.
Segundo o governante, algumas freguesias onde o projeto já avança podem receber as primeiras caixas já em junho, com a extensão progressiva a todas as freguesias sem caixas automáticas. A iniciativa é apresentada como uma resposta a uma “questão de elementar justiça” para áreas com menos população.
A proposta surge numa altura em que a Anafre, associação que defende o numerário, tem vindo a alertar para desertos de numerário. Em setembro de 2025, a Denária criticou a falta de caixas multibanco, citando dados de 2022 do Banco de Portugal que apontavam 1276 freguesias sem qualquer ponto de acesso.
Álvaro Santos Pereira, governador do Banco de Portugal desde outubro de 2025, já indicou que o sistema bancário deve manter um número suficiente de caixas automáticas para assegurar o acesso fácil ao dinheiro físico. O objetivo é preservar o uso do numerário apesar do crescimento dos pagamentos digitais.
Em 2025, o Banco de Portugal reportou cerca de 13.700 caixas automáticas em Portugal, números que continuam a ser usados para medir a cobertura da rede. A estratégia governamental pretende resolver lacunas de acesso, especialmente em territórios menos povoados.
A iniciativa já foi discutida no âmbito de ações para reforçar a rede de pagamentos. A Denária reforça a necessidade de garantir o direito de utilização do numerário a todos os portugueses, incluindo grupos mais isolados e vulneráveis.
Entre na conversa da comunidade