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O ano de 2026: perspetivas económicas e desafios globais

2026 encerra o maior pacote de investimentos em investigação aplicada do país, com quase 8 mil milhões de euros, impulsionando indústria e interior

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  • Em 2026 encerra o maior pacote de investimentos em investigação aplicada já realizado no país, totalizando quase 8 mil milhões de euros e envolvendo 1.247 entidades empresariais e científicas.
  • Por razões legais, os projetos das Agendas Mobilizadoras do Plano de Recuperação e Resiliência devem encerrar nos primeiros meses do ano.
  • Os investimentos do PRR visam desenvolver mais de 1.200 novos produtos e serviços, com potencial criação de novas linhas de produção ou fábricas, especialmente no interior.
  • Em 2026 entram em funcionamento grandes infraestruturas de transportes internacionais: o Corredor Internacional Sul, com a ligação de Sines à fronteira e modernização de linhas associadas, e o Corredor Internacional Norte, com a linha da Beira Alta reaberta.
  • A tempestade Kristin evidenciou falhas em construção e redes, estimulando investimentos em I&D para reforçar a resiliência, bem como em soluções de proteção costeira e energia das ondas; reforçam-se planos de antecipação para zonas vulneráveis.

O ano de 2026 encerra o maior pacote de investimentos em investigação aplicada já realizado no país, com quase 8 mil milhões de euros. Envolvem 1247 entidades, entre empresas e instituições científicas, distribuídas por 50 grandes projetos.

Este conjunto visa alterar o perfil de especialização da economia portuguesa, impulsionando a ligação entre investigação e inovação. A iniciativa surge em pleno 50º aniversário da democracia e num momento de evolução económica positiva.

Também em 2026, termina o orçamento-base de dois instrumentos-chave: quatro dezenas de Laboratórios Colaborativos, criados para ligar ciência e indústria, e que apontam para mais oportunidades de produção e emprego nas regiões que enfrentam maior atraso.

Infraestruturas e mobilidade

O Corredor Internacional Sul vai ligar Sines à fronteira com a Europa, com modernização de linhas associadas. A linha Casa Branca-Beja reduz o tempo Lisboa-Beja e aeroporto para cerca de uma hora e 15 minutos. A linha Vendas Novas-Setil facilita acesso a Espanha e ao porto de contentores de Sines.

O Corredor Internacional Norte integra a Linha da Beira Alta, devolvendo operatividade a uma via estratégica que liga os portos atlânticos à fronteira de Vilar Formoso. A conectividade reforçada estende-se também aos cabos de fibra ótica que chegam de fora, potenciando ligações com a Europa.

Clima, energia e resiliência

A tempestade de 2026 evidenciou falhas técnicas em construção e prevenção. Espera-se que novas soluções técnicas fortaleçam a resiliência de edifícios, redes energéticas e infraestruturas, com impactos diretos na construção, energia e comunicações.

A erosão costeira, agravada pela subida do nível do mar, deverá ser combatida com tecnologia de I&D que preserve a costa e, ao mesmo tempo, gere energia a partir das ondas. Tecnologias já desenvolvidas precisam ser aplicadas em larga escala.

As investidas em I&D podem ainda apoiar a prevenção de sismos, com aplicações em estruturas. Enquanto os grandes investimentos públicos enfrentam escolhas, o foco permanece em probabilidade de retorno económico e benefício público.

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