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Taxa Rosa: ser mulher custa mais caro e dados aguardam há três anos

Relatório aprovado em 2023 sobre a taxa rosa em Portugal continua sem divulgação, com estudo à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica pendente

Imagem de contexto do artigo Taxa Rosa: Ser mulher sai mais caro, e esperam-se dados há três anos
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  • O termo “taxa rosa” descreve preços mais altos para mulheres em produtos e serviços da mesma marca ou função, como lâminas, desodorizantes e roupas.
  • Em Portugal, o tema foi discutido no Orçamento do Estado para 2023, com aprovação de um estudo sobre o impacto da taxa rosa, apresentado a pedido do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN).
  • A análise foi solicitada à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, com participação dos ministérios da Economia e da Juventude, mas não há elementos apresentados até ao fecho desta edição.
  • O Governo anterior caiu e foi reeleito; o PAN afirma que não houve resposta oficial sobre o assunto e pediu novos esclarecimentos.
  • A nível europeu, em janeiro de 2025 a eurodeputada Liesbet Sommen questionou a Comissão Europeia sobre investigar o fenómeno e mapear as diferenças de preços sem justificação.

A Taxa Rosa continua a configurar custos adicionais para mulheres, refletindo diferenças de preços entre produtos e serviços destinados a meninas e mulheres em relação aos homens. Em Portugal, o tema esteve em discussão no Orçamento do Estado de 2023, com a aprovação de um relatório que deveria esclarecer o impacto da taxa, apresentado pela PAN e encomendado a autoridades nacionais.

O objetivo era compreender por que itens como lâminas de barbear com aplicador, desodorizantes, champôs, cosmética e vestuário podem ter o preço elevado quando o público-alvo é feminino. Apesar de ter sido aprovado, o relatório ainda não foi apresentado publicamente, mantendo a questão sem dados oficiais disponíveis.

Contexto europeu

A Europa tem vindo a acompanhar o fenómeno sem legislação específica. Em janeiro de 2025, a eurodeputada Liesbet Sommen questionou a Comissão Europeia sobre a possibilidade de mapear e investigar o tema, pedindo medidas contra diferenças de preços sem justificação objetiva.

Situação em Portugal

O PAN tem procurado obter respostas dos ministérios competentes. A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica ficou encarregue de analisar o tema, em conjunto com os ministérios da Juventude e Modernização e Economia, mas não foram divulgados elementos ao momento de fecho desta edição.

O que resta por esclarecer

Fontes oficiais indicam desconhecimento sobre os resultados do estudo. O PAN já informou ter enviado nova pergunta aos ministérios, sem resposta até ao momento. O Governo, que sofreu alterações, é visto como capaz de prestar esclarecimentos semelhantes a outros casos tratados entre linhas de governo.

Dicas para contornar o custo

É recomendado comparar preços entre versões masculinas do mesmo produto e escolher a opção mais barata, independentemente da cor ou embalagem. Questionar discrepâncias de preço é essencial, especialmente em decisões de compra impulsivas, onde o rosa pode representar valor adicional indevido. Buscar alternativas online pode também reduzir custos.

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