- Portugal é o quinto país da UE com a carga horária semanal média mais elevada, com 39,7 horas, ficando atrás apenas de Grécia, Polónia, Roménia e Bulgária.
- Os dados são da Pordata, com base no Eurostat de 2025, e referem-se à população empregada entre os 15 e os 64 anos.
- Entre os cinco com carga horária mais alta, a média de horas fica abaixo de 36 horas nos Países Baixos, Dinamarca, Alemanha, Irlanda e Finlândia.
- A precariedade é alta: 15,1% dos trabalhadores em Portugal têm contratos temporários, acima da média da UE de 13%.
- Em Portugal, o salário médio ajustado a tempo completo em 2024 foi de 2.068,2 euros; o mínimo era 870 euros em 2025 (subiu para 920 euros em 2026). A precariedade entre jovens é elevada, com Portugal entre os quatro países com mais trabalho temporário nesse grupo.
Portugal mantém uma das cargas horárias semanais mais altas da União Europeia. Segundo a Pordata, com base em Eurostat de 2025, o país regista uma média de 39,7 horas por semana. Apenas Grécia, Polónia, Roménia e Bulgária ficam acima.
Entre os cinco com menos horas, a média europeia fica abaixo de 36 horas. Os Países Baixos, Dinamarca, Alemanha, Irlanda e Finlândia registam menos de 36 horas semanalmente.
A análise da Fundação Francisco Manuel dos Santos assinala que Portugal tem mais trabalhadores com contratos precários, especialmente entre os jovens, e que o salário médio completo em 2024 é de 2068,2 euros, bem abaixo da média da UE, de 3317,3 euros.
Carga horária e precariedade
Dos aproximadamente 208 milhões de trabalhadores na UE, Portugal representa mais de 5 milhões. A taxa de trabalho temporário em Portugal situa-se em 15,1%, entre os valores mais altos da UE, com jovens particularmente afetados.
Entre os jovens, mais de um terço trabalha com contrato temporário na UE, e Portugal ocupa o quarto lugar entre os países com maior precariedade nesse grupo. Portugal regista ainda diferenças de emprego por nacionalidade, com uma elevada parcela de estrangeiros nesse tipo de contrato.
Salários, mínimo e emprego
O salário mínimo nacional foi de 870 euros em 2025 e subiu para 920 euros em 2026. Em termos mensais, considerando 14 meses, o mínimo representa cerca de 1015 euros em 2025.
Coerente com o padrão europeu, Portugal apresenta 14,7% de trabalhadores por conta própria, acima da média da UE (13,7%), e uma das proporções mais baixas de trabalho a tempo parcial (8,1%) no bloco, contrastando com a maior incidência noutros países.
A análise destaca ainda que o trabalho a tempo parcial é mais comum entre mulheres (29,1% na UE) do que entre homens (9,8%), ainda que em Portugal a diferença seja menos marcada (10,4% vs 5,9%).
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