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BCE vê riscos de inflação a intensificarem-se e mantém juros em 2%

BCE mantém a taxa de juro de depósito em dois por cento, diante de riscos crescentes de inflação e da incerteza sobre o impacto da guerra no Médio Oriente

Christine Lagarde, presidente do BCE
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  • O BCE manteve a taxa de juro de depósito em 2%, onde está desde junho do ano passado.
  • Os riscos de inflação mais elevada e de crescimento mais fraco intensificaram-se, mas o impacto da guerra no Médio Oriente continua incerto.
  • A instituição decidiu manter a posição e monitorizar a situação, adotando uma política “reunião a reunião”.
  • A inflação de longo prazo mantém-se prevista, ainda que as expectativas de curto prazo tenham aumentado.
  • Outros bancos centrais, como a Reserva Federal e o Banco de Inglaterra, também aguardam desenvolvimentos da guerra; o cenário pode exigir consequências diferentes consoante o choque energético.

O Banco Central Europeu manteve a taxa de juro de referência nos 2%, após a reunião do conselho de governadores realizada esta quinta-feira. A decisão acompanha a maioria das perspetivas do mercado, que já esperavam a manutenção.

Os responsáveis destacaram que os riscos de inflação aumentaram e o crescimento económico pode abrandar. A guerra no Médio Oriente e o impacto na energia continuam incertos, dependendo da duração do conflito e das consequências no preço da energia.

O BCE afirma estar comprometido em manter a inflação estável a 2% a médio prazo. A incerteza persiste quanto ao desfecho da crise, com impactos potenciais na inflação e na atividade económica, que dependem da evolução dos preços da energia.

A instituição observa que a inflação está próxima de 2% na zona euro e que a economia tem apresentado alguma resiliência nos últimos trimestres. Mantém, contudo, previsões de inflação de longo prazo, com as perspetivas de curto prazo mais voláteis.

O BCE explica que vai monitorizar a situação e agir reunião a reunião, baseando decisões nas perspectivas de inflação e nos riscos associados. Não se compromete com caminhos específicos de política monetária.

A decisão acompanha o alinhamento com bancos centrais como a Reserva Federal e o Banco de Inglaterra, que também aguardam desenvolvimentos da guerra no Médio Oriente. O impacto no custo da energia pode levar a cenários distintos, potenciando ações diferentes de política monetária.

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