Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

BCE mantém juros nos 2% com inflação alta e economia da zona euro a abrandar

BCE mantém juros nos 2% pela terceira vez, ante inflação a subir para 3% e crescimento da zona euro a abrandar, com pressão energética e geopolítica

Arquivo - Vê-se o símbolo do euro antes de uma conferência de imprensa após uma reunião do conselho do BCE em Frankfurt, Alemanha, 18 de dezembro de 2025.
0:00
Carregando...
0:00
  • O BCE manteve a taxa da facilidade de depósito em 2% pela terceira reunião consecutiva.
  • A inflação na zona euro subiu para 3% em abril, com a inflação subjacente em 2,2%.
  • O crescimento do PIB no primeiro trimestre de 2026 ficou em 0,8% em termos homólogos.
  • O banco diz que os riscos sobre os preços aumentam à medida que o crescimento enfraquece, mantendo o compromisso de trazer a inflação de volta à meta de dois por cento no médio prazo.
  • A guerra no Médio Oriente continua a provocar subida dos preços da energia, com o Brent a ultrapassar temporariamente os 126 dólares por barril.

O Banco Central Europeu manteve as taxas de juro inalteradas em 2%, pela terceira reunião consecutiva, diante de inflação em alta e crescimento desacelerado na zona euro. A decisão ocorreu em Frankfurt, com o banco a cumprir as expectativas do mercado.

Segundo o BCE, os dados recentes em grande medida confirmam a projeção de inflação anterior, mas com riscos a deslocar-se. O conselho reiterou o compromisso de devolver a inflação à meta de 2% no médio prazo, apontando para fatores de energia ligados a conflitos internacionais.

A instituição destacou que a guerra no Médio Oriente elevou os preços da energia, fortalecendo pressões inflacionistas e afectando o humor económico. A inflação na zona euro subiu para 3% em abril, acima da meta, enquanto a inflação subjacente permaneceu em 2,2%.

Na frente económica, o crescimento do PIB da zona euro abrandou para 0,8% no primeiro trimestre de 2026, em relação a igual período de 2025. O BCE encara um cenário de estagflação, com grandes economias a reduzir previsões diante dos custos de energia.

Lagarde sinalizou que o caráter intermitente da situação geopolítica dificulta avaliar perspetivas, sublinhando que a guerra, cessar-fogos e negociações complicam a leitura do impacto económico. O BCE acompanha de perto a transmissão da energia para a inflação.

Dados recentes mostraram também que o Brent atingiu valores acima de 126 dólares por barril, pressionando ainda mais a economia europeia. O BCE mantém uma postura de observação, avaliando se a subida de preços de energia se transforma em pressões mais generalizadas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais