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UE flexibiliza regras de auxílios estatais diante da crise dos combustíveis

UE flexibiliza auxílios estatais para subsidiar até 70% dos custos de energia, combustíveis e fertilizantes, com apoio rápido a empresas até 50.000 euros

Teresa Ribera, Vice-Presidente Executiva da Comissão Europeia para uma Transição Limpa, Justa e Competitiva, dá uma conferência de imprensa sobre o Quadro Temporário relativo aos Auxílios Estatais.
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  • A União Europeia vai flexibilizar temporariamente as regras de auxílios estatais para sectores dependentes de combustíveis, devido à crise no Médio Oriente que eleva os custos de energia e fertilizantes.
  • Os governos podem subsidiar até setenta por cento do custo adicional de combustíveis e fertilizantes para agricultores, pescadores e transportadores rodoviários.
  • A medida eleva o teto de apoio à indústria pesada para setenta por cento dos custos de energia, aumentando o apoio face aos cinquenta por cento atuais.
  • Beneficiários podem receber um pagamento fixo até quarenta e oito mil euros com encargos administrativos baixos, com pagamentos esperados nos próximos dois meses, conforme a rapidez dos governos nacionais.
  • As regras permanecem em vigor até ao final de dezembro; há preocupações sobre distorções de mercado, em especial favorecendo grandes Estados-membros como a Alemanha.

A União Europeia vai flexibilizar temporariamente as regras de auxílios estatais para mitigar os efeitos da crise na região e do aumento dos preços da energia e dos fertilizantes, causados pela crise no Médio Oriente. A medida pretende proteger agricultores, transportadores, pescadores e a indústria que dependem de energia.

A Comissão Europeia anunciou que, a curto prazo, os estados-membros poderão subsidiar até 70% do custo adicional de combustíveis e fertilizantes. A exceção eleva o teto atual de 50% previsto pela normativa, num regime temporário até dezembro.

A vice-presidente Teresa Ribera afirmou que a medida é uma resposta específica, proporcional e emergencial aos impactos imediatos sobre as empresas europeias. O objetivo é manter condições equitativas no mercado comum, sem distorcer a concorrência.

A situação afeta principalmente agricultores, pescadores e transportadores rodoviários, que enfrentam custos crescentes com fertilizantes, combustíveis e energia. As indústrias energéticas do bloco também reportam menor ritmo de produção devido aos preços elevados.

Segundo o texto da Comissão, o apoio pode assumir subvenções, benefícios fiscais e garantias estatais. Pequenos beneficiários, como transportadores, agricultores e pescadores, poderão receber um pagamento fixo até 50.000 euros, com carga administrativa reduzida.

A UE observou que o instrumento é temporário e visa mitigar impactos imediatos, preservando o funcionamento do mercado único. O pagamento aos beneficiários deverá ocorrer nos próximos dois meses, conforme a evolução dos processos nacionais.

Críticos temem distorção de mercado, apontando que Estados com maior capacidade fiscal, como a Alemanha, podem beneficiar mais as suas empresas. Dados da Comissão indicam que a Alemanha foi responsável por grande parte dos auxílios desde 2022.

A Comissão esclareceu que as medidas não são justificadas sem distúrbio de mercado e que respondem a solicitações políticas. A discussão aponta para uma linha entre apoio emergencial e aceleração da transição energética na Europa.

Especialistas independentes destacam que a medida é de curto prazo e não substitui estratégias de descarbonização. A transição energética continua a ser vista como essencial para autonomia, crescimento e resiliência europeus.

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