- Mais de metade das empresas em Portugal têm dívidas por pagar a fornecedores, segundo o European Payment Report 2026 da Intrum.
- As empresas enfrentam falta de liquidez e admitem pagar tarde, ao mesmo tempo em que reconhecem receber pagamentos com atraso.
- O atraso nos pagamentos está a travar o crescimento das empresas e a tornar-se num travão estrutural à economia nacional.
- Seis em cada dez empresas dizem que vão mudar de atitude no futuro face a estas dinâmicas.
- O relatório é referente ao European Payment Report 2026 da Intrum, e foi acompanhado pelo JN.
Mais de metade das empresas em Portugal têm dívidas por pagar a fornecedores, devido a pagamentos atrasados. O alerta surge do European Payment Report 2026, divulgado pela Intrum e ao qual o JN teve acesso.
O estudo aponta que os atrasos já não são apenas um incómodo administrativo, mas um travão à economia. O impacto é sentido na liquidez das empresas e no ritmo de crescimento.
Seis em cada dez respondentes admitem mudar de atitude no futuro, com foco em melhorar prazos de pagamento e negociar condições diferentes com fornecedores. A alteração surge como resposta a dificuldades de tesouraria.
Segundo o relatório, a prática de recebimentos tardios de clientes acarreta uma cadeia de atrasos que se revela prejudicial a várias empresas. O efeito acumulado compromete planeamento e investimento.
O European Payment Report 2026 analisa vários países europeus, situando Portugal entre os que enfrentam maior pressão por pagamentos atrasados. O documento reforça a necessidade de soluções para reforçar a liquidez.
A Intrum indica que políticas públicas mais eficazes e melhores práticas de gestão de tesouraria podem reduzir o atraso nos pagamentos. O estudo recomenda ações coordenadas entre empresas e entidades reguladoras.
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