- O Bankinter não está interessado em crescer por aquisições em Portugal, nem mesmo na possibilidade de vender o Banco CTT. A CEO Gloria Ortiz reiterou que o crescimento será orgânico.
- Em Portugal, os resultados do primeiro trimestre estagnaram: lucro antes de impostos fixou-se em 56 milhões de euros, igual ao período homólogo.
- O desempenho ficou marcado por maior reconhecimento de perdas em créditos, por via de provisões, e por custos associados ao investimento digital de 25 milhões de euros.
- No conjunto do grupo, o resultado antes de impostos foi de 410 milhões de euros, com lucro líquido de 291 milhões de euros, +8% face ao mesmo período do ano anterior.
- A atividade em Portugal registou inclinações positivas: crédito +9%, depósitos +10% e montante aplicado em fundos ou seguros +27%, elevando o volume de negócios total para 33 mil milhões de euros.
O Bankinter não tem interesse em adquirir o Banco CTT, afirmou hoje a presidente executiva Gloria Ortiz, durante a apresentação dos resultados do primeiro trimestre. A líder do grupo espanhol reiterou que não existem planos de aquisições para Portugal nem para Espanha.
Ortiz destacou que o Bankinter está satisfeito com o desempenho em Portugal desde a aquisição da rede do Barclays, em 2016, e que a estratégia passa pelo crescimento orgânico, sem compras. A executiva assegurou que não há propostas de aquisição a considerar.
A notícia do interesse pelo Banco CTT não alterou a posição da administração, acrescentando que fusões e aquisições servem para adquirir competências internamente, o que o Bankinter não reconhece necessidade de recorrer. Em Portugal, o foco permanece no crédito à habitação, empresas e crédito ao consumo.
Resultados e contexto
No primeiro trimestre, o Bankinter registou estagnação de resultados em Portugal, com uma margem antes de impostos de 56 milhões de euros, igual ao período de 2025. O banco aponta reforço de provisões e custos com investimento digital como fatores da manutenção dos números.
No conjunto do grupo, o lucro líquido foi de 291 milhões de euros, nível 8% acima do mesmo período. Em Portugal, a atividade cresceu: crédito +9%, depósitos +10% e fundos/seguros +27%, totalizando um volume de negócios de 33 mil milhões de euros.
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