- António Mendonça admite dúvidas de que as alterações propostas à reforma laboral vão alterar a estrutura produtiva da economia nacional.
- Defende que a reforma laboral deve ser aprovada, desde que haja uma transformação estrutural subjacente.
- O bastonário da Ordem dos Economistas tem ainda reservas em relação ao aumento das taxas de juro pelo Banco Central Europeu.
- A entrevista foi publicada pelo PÚBLICO/Renascença.
O bastonário da Ordem dos Economistas, António Mendonça, afirmou ter dúvidas sobre o impacto das alterações à lei laboral na estrutura produtiva. A reforma deve ser aprovada, mas as alterações propostas pelo Governo, negociadas na concertação social, podem não alterar significativamente a dinâmica da economia nacional.
Mendonça revelou, em entrevista ao PÚBLICO/Renascença, terem sido apresentados pontos de alteração que, segundo ele, exigem uma transformação estrutural para produzir efeitos mais amplos no tecido produtivo. O objetivo é evitar efeitos limitados e artificiais, sempre mantendo a reforma em curso.
O economista reclama cautela quanto às consequências previstas, defendendo que mudanças de maior envergadura poderão exigir ajustamentos profundos no ambiente empresarial e laboral. O foco, diz, deve recair sobre reformas estruturais para fortalecer a competitividade.
Além disso, o bastonário manifestou sérias reservas sobre o aumento das taxas de juro pelo Banco Central Europeu, apontando sinais de que tal medida pode impactar o custo de financiamento e a atividade económica. A posição traduz uma avaliação de risco ligada a políticas monetárias.
Por fim, Mendonça reiterou a necessidade de uma transformação estrutural para sustentar melhorias de produtividade a longo prazo, independentemente do ritmo de aprovação da reforma laboral em curso. A entrevista foi publicada pelo PÚBLICO/Renascença.
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