- Em 2025 não houve totalistas no Euromilhões em território nacional, refletindo‑se na arrecadação do Estado.
- O imposto de 20% aplicado aos prémios ficou em mais de 52 milhões de euros, valor pago pelo jogo.
- Entre impostos e distribuição de receitas de jogo, os organismos públicos auferiram 861 milhões de euros, menos 23 milhões que em 2024.
- A queda da arrecadação deve‑se à ausência de prémios grandes, apesar do aumento do número de apostas que elevou outras receitas.
- O ano foi de lucro histórico para a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, mas isso não se traduziu em ganhos adicionais para o Estado no Euromilhões.
A quebra na tradição dos euromilionários fez subir um capítulo de receita fiscal associada aos jogos em Portugal, ainda que a sorte não tenha batido à porta este ano. Em 2025, o Estado viu recuar a cobrança de imposto sobre prémios em 20% devido à ausência de totalistas no território.
Numa operação de apuração relativa ao Euromilhões, nenhum apostador nacional acertou na chave vencedora na terça-feira. O resultado reflete uma quebra de fluxo de prémios para a Administração Fiscal e para os cofres do Estado.
Segundo dados oficiais, entre impostos e distribuição de receitas de jogo, o montante agregado foi de 861 milhões de euros. Trata-se de uma redução de 23 milhões face a 2024, oportunidade em que os números teriam beneficiado de maior volume de apostas.
A diminuição ocorre mesmo com o aumento do número de apostas, que eleva a base de incidência de impostos. O fenómeno indica que, apesar do maior tráfego de jogos, o total de prémios distribuídos continua a ser menor.
A administração fiscal alerta que a receita pública depende fortemente de prémios distribuídos e de vencedores. A variação anual reflete, assim, padrões de lotaria que afetam o fluxo de receita de jogos para o Estado.
Entre os setores envolvidos, destacam-se as entidades públicas que recebem parte significativa das receitas de jogo. Em contexto de lucro histórico para instituições como a Santa Casa, o prémio zero complica o equilíbrio financeiro do Estado.
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