- A inflação anual no Reino Unido acelerou para 3,3% em março, impulsionada pela guerra no Irão e pelo aumento dos combustíveis.
- O aumento mensal dos combustíveis automóveis foi de 8,7%, a maior subida desde o verão de 2022.
- Além dos postos, a subida dos preços da energia já se faz sentir nas tarifas aéreas e nos bens alimentares.
- A ministra das Finanças, Rachel Reeves, disse que o conflito está a aumentar as faturas de famílias e empresas em todo o país.
- Os mercados passaram a afastar a possibilidade de um corte de juros do Banco de Inglaterra na próxima semana, com o Comité de Política Monetária a enfrentar um dilema entre controlar a inflação e apoiar a economia.
O Índice de Preços no Consumidor do Reino Unido acelerou para 3,3% em março, impulsionado pela guerra no Irão e pelo aumento dos combustíveis. O custo de vida ficou acima das previsões.
O aumento mensal de 8,7% nos combustíveis automóveis foi a maior alta desde o verão de 2022, refletindo o conflito. A energia também empurra tarifas aéreas e bens alimentares, pressionando o governo e o Banco de Inglaterra.
A ministra das Finanças, Rachel Reeves, destacou que o conflito está a aumentar faturas de famílias e empresas em todo o país, ainda que não seja doméstico. Analistas mencionam que as pressões estão a recuperar desde o início da crise.
Banco de Inglaterra sob dilema
O momento é complicado devido ao abrandamento econômico interno, com queda no emprego declarado e aumento da inatividade. Os salários crescentes têm desacelerado, afetando o poder de compra real.
Analistas apontam que o choque inflacionista resulta de uma quebra na oferta, não de excesso de procura. Subidas de taxas podem não resolver o problema de facto. O banco pode manter as taxas estáveis na próxima reunião.
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