- O presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiros, disse estar disponível para regressar à mesa de negociações da reforma laboral “desde que haja algo concreto” e que a UGT diga o que está disponível para fazer.
- Proferiu estas palavras à saída de uma audiência com o Presidente da República, António José Seguro, em Lisboa, sobre a proposta governamental de reforma do Código do Trabalho.
- Desafiou a UGT a ser claro se está em condições de assinar um acordo, dizendo que “se a central sindical não está em condições, então não vale a pena continuarmos”.
- A CTP lembra que as negociações já foram encerradas duas vezes, mas voltaram à mesa; segundo Calheiros, ainda existem bastantes pontos por acordar e houve cedências do Governo e dos empregadores, não da UGT.
- O anteprojeto “Trabalho XXI” foi apresentado a 24 de julho de 2025; quinta-feira há reunião extraordinária da UGT para decidir se dá luz verde à proposta final.
O presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiros, disse que está disponível para regressar à mesa de negociações sobre a reforma do Código do Trabalho, desde que exista material concreto e que a UGT declare o que está disposta a fazer. A declaração foi feita em Lisboa, no final de uma audiência com o Presidente da República.
Calheiros desafiou o secretário-geral da UGT a ser claro sobre a disponibilidade da central sindical para assinar um acordo. Acrescentou que, se a UGT não estiver em condições, não faz sentido manter as negociações. Alegou que não há progressos e pediu um ponto de inflexão.
O líder da CTP explicou que as negociações já foram encerradas duas vezes, mas voltaram à mesa. Para reabri-las são necessárias novidades. Destacou que ainda existem muitos pontos por acordar, incluindo algumas alterações presentes na proposta final.
Francisco Calheiros indicou ainda que houve cedências por parte do Governo e dos empregadores, ao contrário da UGT. Citou o entendimento sobre contratos a prazo, cuja duração permanece na versão atual. O representante citou impactos do conflito global na indústria.
O presidente da CTP também destacou o impacto da instabilidade mundial no turismo, com aumentos de cancelamentos de voos. Disse que mais de 90% dos turistas chegam por via aérea e que a situação deve melhorar rapidamente. Referiu filas nos aeroportos como mau cartão de visita.
Uma reunião extraordinária do secretariado nacional da UGT está marcada para quinta-feira, para decidir se dá luz verde à versão final das alterações à legislação laboral. O anteprojeto, apresentado pelo Governo a 24 de julho de 2025, prevê uma revisão profunda do Código do Trabalho, com mais de 100 alterações.
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