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Laboratórios têm três meses para gastar 150 milhões do PRR sob pressão

Centros de investigação têm três meses para gastar 160 milhões de euros do PRR em equipamentos, sob stress máximo, com risco de não execução se não concluírem a tempo

As verbas "extra" de fundos do PRR para equipamentos científicos foram, em boa parte, alocadas a investigação em saúde
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  • O Governo destinou 160 milhões de euros do PRR para aquisição de equipamento científico, com prazo de gasto até 30 de junho.
  • O montante foi dividido em duas levas: 110 milhões de euros já recebidos e 50 milhões de euros com resultados definitivos em dezembro.
  • Os centros de investigação enfrentam “stress máximo” e ansiedade, tentando acelerar concursos para concluir os processos dentro do prazo.
  • Há preocupação com falta de mão-de-obra para operarem os equipamentos novos, mesmo que já estejam a chegar.
  • O dinheiro do PRR destina-se apenas a equipamentos; as ciências sociais e humanas ficaram com uma parcela baixa, 12% do primeiro lote, apesar de responderem por 35% dos investigadores.

O Governo destinou 160 milhões de euros do PRR para equipmento científico nos centros de investigação, com o prazo de utilização fixado até 30 de junho. O objetivo é acelerar compras e equipamento para os próximos meses, numa corrida contra o tempo.

A verba foi distribuída em duas fases: 110 milhões de euros já atribuídos pelo financiamento global aprovado em abril do ano passado, e 50 milhões de euros atribuídos em dezembro, com resultados definitivos divulgados depois. Os centros têm seis meses para concluir os processos de aquisição.

Especialistas ouvidos pelo Público descrevem o momento como “stress máximo”. Declarações de dirigentes dos centros indicam ansiedade e esforço para avançar com concursos públicos de equipamentos de grande monta. O recurso humano pode, no entanto, representar uma dificuldade adicional.

Desafios de implementação e impacto por área

Entre os centros, há receio de que o investimento em equipamentos não seja acompanhado por reforço de pessoal qualificado para operar as novas máquinas. A prioridade tem sido a aquisição, não a contratação de recursos humanos.

A medida visa facilitar a execução dos fundos europeus, mas gerou críticas sobre a priorização de equipamentos em detrimento de áreas com menor custo, como ciências sociais e humanas. No total, 12% dos 110 milhões já distribuídos foram para estas áreas.

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