- O governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, disse à Bloomberg, em Washington, que a zona euro está perto da estagnação, com o crescimento a rondar um por cento.
- Afirma que esse desempenho não é satisfatório; não é estagnação, mas está perto.
- Diz que o Banco Central Europeu (BCE) deve concentrar-se nos dados e estar pronto para agir se os preços perderem o controlo.
- O crescimento, embora baixo, era resiliente antes da crise; o conflito pode provocar menos crescimento e mais inflação.
- O impacto até agora não foi dramático e tudo depende da dimensão e duração do conflito; o BCE deve acompanhar a evolução nas próximas semanas.
O governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, avisou numa entrevista à Bloomberg que o desempenho da zona euro, em torno de 1%, não é satisfatório e está próximo da estagnação. O responsável destacou que a economia europeia mostrava resiliência antes do conflito atual.
Antes do início da guerra, a economia da zona euro seria capaz de manter um crescimento modesto, explicou. Entretanto, Santos Pereira afirmou que um ritmo próximo de 1% não satisfaz e que a região não está em recessão, mas sim perto desse cenário.
Para o BCE, o governor sublinhou a necessidade de acompanhar de perto os dados e preparar-se para responder caso haja inflação descontrolada. O objetivo é que a instituição esteja pronta para agir conforme sinais relevantes se confirmem.
Ele acrescentou que o crescimento, ainda que baixo, era considerado resiliente antes da crise e que não se pode prever com certeza a evolução do conflito. Choques de oferta tendem a reduzir o crescimento e aumentar a inflação, afirmou.
O que importa, reforçou, é que o BCE analise os dados disponíveis e aja com base neles. Segundo Santos Pereira, a economia da zona euro situa-se entre a linha-base do BCE e o pior cenário, dependendo da dimensão e duração do conflito.
Perspectivas e incertezas
O governador destacou que houve impacto na atividade europeia, mas não de forma dramática. A evolução vai depender da extensão do conflito e da sua duração, disse, enfatizando a necessidade de monitorização contínua e de decisões informadas pelo BCE.
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