- Uma equipa do governo turco visitou Portugal para negociar potenciais investidores no plano de privatização de autoestradas e pontes, avaliadas em milhões de dólares.
- A delegação turca reuniu-se com executivos da Brisa, a pedido do lado turco, para discutir o projeto de privatização; o resultado ainda não está claro.
- A equipa de privatização e a EY, consultora contratada em 2025, não comentaram sobre o encontro nem sobre o andamento do processo.
- As infraestruturas em foco são as duas pontes do Estreito de Bósforo, consideradas as “joias da coroa”, com tráfego de cerca de 430 mil veículos por dia em 2024.
- Em 2013, a Turquia cancelou uma proposta de privatização de 5,7 mil milhões de dólares, defendendo 7 mil milhões de dólares como preço mínimo; o governo não pretende vender os ativos na totalidade, apenas concessões a investidores.
Uma delegação governamental turca esteve em Portugal para tratar de um eventual negócio de privatização de infraestruturas, focado em autoestradas e pontes. Os encontros envolveram a equipa de privatização da Turquia e a consultora EY, contratada em 2025 para apoiar o processo. O objetivo é atrair investidores para concessões avaliadas em milhões de dólares.
Os representantes turcos reuniram-se com executivos da operadora portuguesa Brisa, a pedido de Ancara. As reuniões decorreram nas últimas semanas e, até ao momento, não houve divulgação de resultados oficiais ou passos seguintes.
A negociação incide sobre as duas pontes do Estreito de Bósforo, em Istambul, consideradas ativos-chave pela sua operação estável e lucros consistentes. Em 2024, a média diária de tráfego foi de cerca de 430 mil veículos.
Contexto histórico e enquadramento
Em 2013, a Turquia cancelou uma proposta de privatização de infraestruturas envolvendo as pontes, avaliando o valor mínimo de negócio em 7 mil milhões de dólares. A proposta de privatização de 5,7 mil milhões de dólares foi rejeitada na altura.
O ministro dos Transportes turco, Abdulkadir Uraloglu, afirmou, em março, que o governo não pretende vender os ativos na totalidade, mas sim convidar investidores para direitos de concessão, mantendo o controlo estratégico.
A Brisa já revelou em 2011 interesse na privatização turca, com a expectativa de transformar a Turquia no segundo maior mercado da empresa. A Brisa atua em 14 autoestradas portuguesas, totalizando cerca de 1500 quilómetros.
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