- A greve organizada pela CGTP levou à paragem da produção na Autoeuropa, nos turnos da noite e da manhã, segundo Rogério Nogueira, coordenador da Comissão de Trabalhadores.
- O turno da tarde também deverá ficar paralisado, conforme a mesma fonte, com números de adesão ainda não divulgados.
- O SITE Sul afirma que a Autoeuropa parada é “o retrato do pacote laboral rejeitado” pelos trabalhadores, em referência às alterações em discussão.
- O sindicato acrescenta que a paralisação mostra a disposição dos trabalhadores para continuar a luta até à retirada integral do pacote laboral pelo Governo.
- A CGTP acusa o Governo de violar o direito de participação na elaboração da legislação do trabalho e de ter apresentado o anteprojecto Trabalho XXI, com mais de uma centena de alterações ao Código do Trabalho, em julho de 2025.
A greve convocada pela CGTP parou a produção na Autoeuropa, em Palmela, nos turnos da noite e da manhã, com impacto ainda por confirmar no turno da tarde. A informação foi avançada à Lusa pelo coordenador da Comissão de Trabalhadores, Rogério Nogueira.
O movimento envolveu a equipa da fábrica da Volkswagen no distrito de Setúbal, após a CGTP ter pedido participação na manifestação de hoje. O objetivo foi exigir a retirada do chamado pacote laboral, visto pelos trabalhadores como prejudicial.
Segundo o SITE Sul, o setor afirma que a Autoeuropa ficou parada em consequência do movimento laboral. O sindicato indica que o turno da noite, iniciado às 23h40 de quinta-feira, não produziu qualquer unidade, e que o turno da manhã, a começar às 07h00, também não teve condições para laborar; o turno da tarde deverá seguir o mesmo rumo.
A CGTP acusa o Governo de violar o direito de participação das organizações representativas na legislação laboral e de afastar negociações sobre as alterações propostas. O anteprojeto Trabalho XXI, apresentado a 24 de julho de 2025, prevê mais de 100 alterações ao Código do Trabalho, segundo o movimento sindical.
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