- O S&P 500 e o Nasdaq renovaram máximos históricos, apesar da guerra com o Irão, do bloqueio no estreito de Ormuz e dos cortes nas previsões de crescimento.
- O S&P 500 fechou a subir 0,8% para 7.022 pontos, enquanto o Nasdaq Composite avançou 1,6% para mais de 24.000 pontos; o Dow Jones recuou 0,15%.
- O mercado já acumula uma valorização de cerca de 11% desde 30 de março, após ter ficado em queda no mês anterior.
- Os preços do petróleo permanecem elevados, com o Brent a around 96,5 dólares por barril e o WTI a 92,5 dólares.
- Os investidores parecem apostar numa desescalada e em negociações entre EUA e Irão, com notícias de uma trégua mantida e possível retoma de contactos em breve.
Os principais índices acionistas dos EUA atingiram máximos históricos, sinalizando uma fase de valorização apesar de tensões geopolíticas envolvendo o Irão. O S&P 500 fechou em alta, acima do máximo anterior, num dia marcado por perceção de desescalada e robustez de resultados corporativos.
O Nasdaq Composite renovou recorde, subindo 1,6% para acima de 24 mil pontos. O Dow Jones teve queda discreta, refletindo um quadro de volatilidade setorial. A subida ocorre apesar do estreito de Ormuz permanecer turbulento e do bloqueio naval liderado pelos EUA.
Dinâmica de mercado e contexto
O Brent situa-se nos 96,5 dólares por barril e o WTI nos 92,5 dólares, sustentando pressões inflacionistas. O FMI reduziu as perspetivas globais de crescimento para 2026, para 3,1%, citando custos energéticos elevados e alterações na oferta.
A Rússia mantém sanções e a relação com o Irão continua tensa. Investidores protegem-se com visão de eventual retorno gradual de fluxos comerciais e de uma possível trégua mais duradoura, que reduziria pressões sobre preços.
Perspetivas e impactos económicos
Analistas destacam que a recuperação dos mercados pode refletir a expectativa de resolução rápida do conflito e da normalização de envios de petróleo. Dados históricos mostram que ações costumam ganhar no horizonte de um ano após fases de hostilidades.
Estudiosos apontam que o comportamento recente dos índices coincide com a avaliação de que, mesmo com riscos, a economia mantém fundamentos sólidos. A banca e as empresas continuam a manter margem de manobra ante cenários de inflação contida.
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