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Petróleo recua e bolsas sobem com esperanças de paz

Queda do petróleo alimenta esperanças de paz entre EUA e Irão, impulsionando bolsas europeias e Wall Street

Operador cambial reage junto a ecrã com cotações internacionais do petróleo na sala de negociações da sede do Hana Bank, em Seul, Coreia do Sul, 15 abril 2026
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  • As bolsas europeias abriram em alta, com o Dax a subir cerca de 0,11% e o FTSE 100 a ganhar 0,11%, enquanto o CAC 40 caiu 0,65% e o Stoxx 600 recuou 0,1%.
  • O petróleo recuou: o Brent ficou nos 95,27 dólares por barril e o WTI nos 91,29 dólares, ajudando a reduzir custos para as empresas.
  • Surgiram sinais de retoma das conversações entre Estados Unidos e Irão, com o presidente norte‑americano, Donald Trump, a dizer que novas conversações podem ocorrer nos próximos dois dias em Islamabad.
  • Wall Street fechou em território positivo, com o S&P 500 a subir 1,2%, o Dow Jones a avançar 0,7% e o Nasdaq a subir 2%.
  • Mercados asiáticos fecharam em terreno positivo, com o Kospi a disparar 3,0% e o Nikkei a subir 0,5%, enquanto o Hang Seng subiu 0,7%.

Os mercados europeus abriram em alta nesta quarta-feira, acompanhando Wall Street, após a descida do petróleo e sinais de retoma das conversações entre EUA e Irão. A abertura manteve-se estável, com investidores atentos a notícias diplomáticas.

O Stoxx 600 caiu 0,1 %, o Dax subiu 0,11 % e o FTSE 100 avançou 0,11 %. O CAC 40 registou queda de 0,65 %. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que novas conversações com Teerão podem ocorrer nos próximos dois dias, sinalizando potencial progresso diplomático.

Mercado global e petróleo

Os mercados asiáticos operaram em alta, com o Kospi sul-coreano a subir 3,0 % e o Hang Seng a subir 0,7 %. Em Wall Street, o S&P 500 ganhou 1,2 %, aproximando-se de máximos. O Dow Jones subiu 0,7 % e o Nasdaq avançou 2 %.

O crude financeiro nos EUA fechou em alta, o Brent de referência registrou uma subida de 0,5 % para 95,27 dólares por barril, após uma queda de 4,6 % na véspera. O petróleo continua acima de 70 dólares, mas abaixo do pico de 119 dólares atingido antes do conflito.

Riscos e perspetivas

Analistas destacam que a queda recente do petróleo ajuda a reduzir custos para empresas globalmente, embora o conflito persista e o otimismo possa ser prematuro. Tim Waterer, da KCM Trade, aponta que o mercado reflete a possibilidade de desescalada, não a realidade de fluxos imediatos.

Aguarda-se ainda o impacto de pesados fluxos de energia no Estreito de Ormuz, crucial para o abastecimento mundial. O FMI estima inflação global de 4,4 % para este ano, com crescimento mundial revisado para 3,1 % em 2024.

Mercado de dívida e câmbio

As yields dos Treasuries recuaram, acompanhando a menor pressão inflacionista associada à queda do petróleo. A taxa do Tesouro a 10 anos situa-se em 4,25 %. O dólar manteve-se estável frente ao iene e ao euro, com 159,03 ienes e 1,1780 dólares por euro, respetivamente.

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