- Preços mundiais do café sobem 2,3% em março, após três meses de queda, num contexto de choque geopolítico no Médio Oriente e do bloqueio do estreito de Ormuz.
- O índice composto de preços situou-se, em março, em 273,7 centavos de dólar por libra (234,09 cêntimos de euro).
- O mercado acompanhou a subida após o encerramento do estreito de Ormuz a 4 de março, o que elevou transportes e custos energéticos, apesar da melhoria das perspetivas de oferta.
- Em fevereiro, as exportações mundiais de grãos verdes de café totalizaram 9,79 milhões de sacos de 60 quilos, menos 9% face ao mesmo mês de 2025.
- Vendas de café brasileiro mostraram quedas: natural (-25,1% a 2,5 milhões de sacos) e robusta (-3,7% a 4,05 milhões). Em março, Colombia suave subiu 2% para 337,45 cêntimos por libra e o café natural do Brasil subiu 3,9% para 320,51 cêntimos.
O preço mundial do café subiu 2,3% em março, revertendo três meses de quedas. O crescimento ocorreu num contexto de choque geopolítico no Médio Oriente e do bloqueio do estreito de Ormuz, segundo a Organização Internacional do Café (OIC). O índice composto ficou, em média, em 273,7 centavos de dólar por libra, perto de 234,09 cêntimos de euro, para 453 gramas.
A subida mensal acompanhou o encerramento do estreito de Ormuz a 4 de março, o que elevou custos de transporte e energia, mesmo com perspetivas de oferta global ainda favoráveis. A OIC reforçou que a interrupção pode ter impactos prolongados na produção devido a fertilizantes.
Perspetivas por tipo de café e comércio
Em fevereiro, o café suave colombiano subiu 2% para 337,45 cêntimos por libra (288,74 cêntimos de euro), enquanto o café natural brasileiro aumentou 3,9% para 320,51 cêntimos por libra (274,23 cêntimos). As exportações globais de grãos verdes somaram 9,79 milhões de sacos de 60 quilos, queda de 9% face a fevereiro de 2025.
A OIC indicou que as vendas do café natural brasileiro recuaram 25,1% em comparação anual (2,5 milhões de sacos) e as de robusta diminuíram 3,7% (4,05 milhões). Os dados refletem o equilíbrio entre pressão geopolítica, custos logísticos e condições de oferta na globalidade do setor.
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