- A procura de férias de verão mantém-se estável em relação a anos anteriores, mas há receio generalizado face ao conflito no Médio Oriente.
- O aumento das tarifas de viagens aéreas, provocado pela inflação dos combustíveis, é apontado como parte das tendências que afetam as escolhas dos portugueses.
- Muitos viajantes ajustam as reservas, evitando destinos ou rotas com escalas na região do Médio Oriente.
- O diretor-geral de vendas da Agência Abreu, Pedro Quintela, afirma que a incerteza influencia as decisões e leva a uma adaptação nas escolhas dos clientes.
Em Portugal, as férias de verão vão mantendo procura estável, mas com receios crescentes face ao conflito no Médio Oriente. A análise de especialistas do setor turístico, citados pelo JN, aponta um comportamento mais cauteloso entre os viajantes.
A incerteza sobre o desfecho do conflito influencia as decisões de viagem, sobretudo com o aumento das tarifas aéreas devido à subida dos combustíveis. Quem planeia as férias põe em prática ajustes nas reservas já para o verão, segundo os especialistas.
Segundo Pedro Quintela, diretor-geral de vendas da Agência Abreu, a maior agência de viagens do Mundo, a incerteza é um fator relevante no processo de decisão. Há uma tendência para evitar a região do Médio Oriente ou rotas com escalas nessa área.
Impacto nas escolhas de viagem
A leitura de mercado aponta que os portugueses estão a adaptar os planos iniciais, optando por destinos com menor exposição a regiões de conflito. O efeito observado traduz-se numa redução de opções que envolvam ligações ou escalas no Médio Oriente.
Além disso, analistas destacam a continuidade da procura por destinos europeus e nacionais, mantendo o ritmo apreciado em anos anteriores, mas com maior seleção de itinerários e maior cautela na reserva. Fatores como a inflação, que afeta tarifas, também entram na equação de decisão.
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