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Goldman Sachs regista maior lucro trimestral em cinco anos com subida de 18%

Lucro trimestral sobe para 5,4 mil milhões de dólares, com receitas de 17,2 mil milhões, sustentado por fusões e aquisições, em meio à volatilidade geopolítica

ARQUIVO. Operador trabalha no posto da Goldman Sachs na Bolsa de Nova Iorque, março de 2012
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  • O Goldman Sachs regista lucro de 5,4 mil milhões de dólares no primeiro trimestre de 2026, +18%, o melhor trimestre dos últimos cinco anos, com receitas de 17,2 mil milhões de dólares, +14%.
  • O desempenho deveu-se principalmente ao aumento das fusões e aquisições concluídas, sendo este o terceiro trimestre consecutivo em que esse fator pesa positivamente nos resultados.
  • O presidente executivo, David Solomon, afirma que o banco registou desempenho robusto para os acionistas, apesar da volatilidade de mercado e da maior complexidade geopolítica, que exige gestão disciplinada do risco.
  • As comissões de banca de investimento subiram 48% face ao mesmo período, refletindo o volume de operações de fusões e aquisições, enquanto os custos operacionais aumentaram.
  • As receitas de dívida, câmbio e matérias-primas recuaram, a negociação de ações aumentou, e a volatilidade foi influenciada pelo petróleo após os ataques ao Irão em 28 de fevereiro; as ações do banco recuaram mais de 4,5% na negociação anterior à abertura de mercado.

O Goldman Sachs divulgou, nesta segunda-feira, os resultados do primeiro trimestre de 2026, com um lucro de 5,4 mil milhões de dólares, mais 18% face ao mesmo período de 2025. A receita subiu 14% para 17,2 mil milhões de dólares, o melhor desempenho dos últimos cinco anos. O aumento deveu-se sobretudo ao elevado peso das fusões e aquisições concluídas.

Nova Iorque foi o epicentro dos números, com o banco a mencionar a atividade de M&A como principal motor de growth. O relatório aponta que as operações concluídas contribuíram de forma constante ao desempenho, em três trimestres consecutivos de resultados positivos.

#### Fusões impulsionam o desempenho apesar da volatilidade

As comissões de banca de investimento dispararam 48% no trimestre, acompanhando o maior volume de acordos. Os custos operacionais aumentaram, parte por transações associadas a esses negócios. As receitas de negociação, contudo, mostraram evolução heterogénea.

As receitas de dívida, câmbio e matérias-primas recuaram, refletindo fraqueza em produtos de taxa de juro e outras categorias. Por outro lado, a negociação de ações cresceu durante o período, beneficiando a volatilidade do mercado.

#### Contexto geopolítico e reação do mercado

A volatilidade aumentou devido a tensões geopolíticas, com vários fatores a influenciar as dinâmicas de negociação. Desde 28 de fevereiro, após ações entre forças norte-americanas, israelitas e o Irão, os preços do petróleo amplificaram a incerteza nos mercados.

Apesar do quadro sólido de lucros, as ações do Goldman Sachs caíram mais de 4,5% na abertura da sessão, refletindo cautela dos investidores face à evolução do contexto global e à evolução da área de negociação.

#### Perspectivas e gestão de risco

O presidente-executivo, David Solomon, destacou que o desempenho foi robusto para os acionistas, mesmo em condições de mercado voláteis. A gestão disciplinada do risco mantém-se central para o banco em contexto internacional imprevisível.

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