- 139 empresários açorianos lançaram o Manifesto pelo Turismo e pela Economia dos Açores, dizendo que 2026 está perdido e que, sem mudança, pode haver insolvências generalizadas.
- O documento aponta paralisia estratégica, falta de liquidez governamental e alerta para consequências que afetam toda a região, a partir do final de 2026.
- O texto explica que a saída da Ryanair da região destrói conectividade e resulta na perda de cerca de 400.000 lugares anuais.
- Para o Verão IATA 2026 prevê-se uma queda de 8,1% nos lugares e 18,2% nas rotas em relação a 2025, tornando os Açores mais caros e isolando-os do mercado nacional e europeu.
- Os subscritores propõem reestruturar a Visit Azores, devolvendo a gestão técnica a profissionais, criar um fundo para novos mercados e rotas, e responsabilizar politicamente pelos resultados.
Um grupo de 139 empresários açorianos divulgou um Manifesto pelo Turismo e pela Economia dos Açores, afirmando que 2026 está perdido para o arquipélago caso não haja mudança de paradigma. Alertam para insolvências generalizadas se não houver ação.
O documento, enviado à agência Lusa e assinado por gestores do setor turístico das nove ilhas, denuncia paralisia estratégica e falta de liquidez governamental que, na perspetiva dos subscritores, ameaçam a sustentabilidade regional. O texto aponta para saídas de mercado relevantes, como a retirada da Ryanair.
Segundo os signatários, o turismo representa 20% do PIB regional e a região registra mais de sete meses de quebras no número de passageiros desembarcados, em contraste com o continente e a Madeira. A leitura é de que decisões políticas já descortinadas desde outubro de 2025 contribuíram para o cenário atual.
Desafios e impactos previstos
A saída da Ryanair é apresentada como perda de conectividade e uma redução significativa de lugares, com estimativas de prejuízo de 400 mil lugares anuais. Para o Verão IATA 2026 prevê-se queda de 8,1% nos lugares e diminuição de 18,2% nas rotas face a 2025.
Os empresários defendem uma reestruturação profunda da Visit Azores, devolvendo a gestão técnica aos profissionais e reduzindo a tutela política. Propõem ainda a criação de um fundo específico para reaproximar mercados emissores e rotas novas.
Medidas imediatas e responsabilidade
O manifesto sustenta que a discrepância entre narrativa oficial e dados reais mina a confiança entre Governo Regional e investidores. Afirma que o governo precisa apresentar soluções ou aceitar as consequências da gestão. Ressalta que não basta propaganda para sustentar salários, impostos e amortizações. Os subscritores pedem respostas rápidas e responsabilização política pelo que classificam como esgotamento estratégico.
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