- Macau vai disponibilizar cerca de mil estágios para recém-licenciados este ano, no interior da China, para aliviar a pressão no emprego jovem.
- Os estágios são coordenados pelo Grupo de Trabalho para a Promoção do Emprego e visam oferecer experiência prática em setores industriais e profissionais.
- A taxa de desemprego entre detentores de diploma universitário foi de 3,3% no segundo trimestre de 2025; no ano passado estavam registados 62.463 estudantes em universidades locais.
- A maior parte dos diplomados este ano concluiu cursos em Humanidades e Comércio, com os estágios a incluir sessões de recrutamento em larga escala e programas de formação, alinhados com a graduação.
- O Grupo indica a necessidade de oportunidades fora de Macau, incluindo Hengqin, a Zona da Grande Baía e interior da China, com previsão de mais de duas mil vagas em feiras de emprego e 600 posições no âmbito do programa Emprego+Formação; já existem planos para 42 vagas no interior, com foco em tecnologia e finanças.
O governo de Macau vai disponibilizar cerca de mil estágios para recém-licenciados este ano, no interior da China. A iniciativa é coordenada pelo Grupo de Trabalho para a Promoção do Emprego do território e visa dar experiência prática em setores industriais e profissionais. Os estágios integram um esforço para aliviar a pressão no emprego jovem.
Apesar da taxa de desemprego local permanecer baixa, os jovens têm enfrentado dificuldades para entrar no mercado de trabalho. Autoridades destacam a procura de oportunidades fora de Macau, sobretudo na província de Guangdong, onde se localizam centros económicos próximos.
Dados oficiais indicam uma taxa de desemprego de 3,3% entre diplomados universitários no segundo trimestre de 2025, face a 1,9% da população global. No ano anterior, cerca de 62.463 estudantes estiveram registados em universidades de ensino superior no território.
O papel do Grupo de Trabalho
Após uma reunião na sexta-feira, o grupo confirmou que a maioria dos diplomados deste ano concluiu cursos nas áreas de Humanidades e Comércio. Os estágios são acompanhados por sessões de recrutamento em larga escala e formação, alinhadas com a época de graduação.
O secretário para a Economia e Finanças, Tai Kin Ip, sublinhou a necessidade de ampliar oportunidades para além de Macau, incluindo a Zona de Cooperação Guangdong–Macau em Hengqin, a Grande Baía e outras cidades da China continental.
A Ilha da Montanha, transformada em zona económica especial em 2021, visa apoiar a diversificação económica de Macau. Assim, as oportunidades estendem-se para além de Macau, em áreas de economia integrada.
Planos e vagas para além de Macau
No ano passado, a Direção dos Serviços para os Assuntos Laborais iniciou um plano de estágios na China Continental, com três meses de duração e subsídio mensal de 8.000 patacas. Deste programa, cerca de 42 vagas concentram-se no interior da China, principalmente em Zhuhai e na Zona da Ilha da Montanha.
Tai Kin Ip acrescentou a necessidade de melhorar a correspondência entre oferta e procura de emprego, mobilizando apoio social para assegurar um ambiente laboral estável. Prevêem-se mais de 2.000 vagas nas próximas feiras de emprego e 600 posições através do programa Emprego+Formação, em parceria com o setor privado.
O grupo também informou que já foram organizadas sessões de recrutamento específicas para os setores de aviação, tecnologia e banca, com grande interesse de recém-licenciados e trabalhadores ativos.
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