- A tempestade Kristin atingiu a zona Centro a 28 de janeiro; ainda há milhar de pessoas à espera de ajuda, com controlo insuficiente do material doado às vítimas na Marinha Grande.
- Jornalistas do Repórter Sábado entraram no Estaleiro Municipal da Marinha Grande sem identificação nem comprovação de necessidade e retiraram telhas e outros materiais.
- A equipa voltou ao recinto várias vezes, acompanhada por vítimas, que também retiraram material sem fiscalização.
- A reportagem mostrou profissionais a encher carrinhas com material, sem controlo, levantando suspeitas de eventual revenda; vários sacos de cimento ficaram danificados pela chuva.
- O presidente da Câmara da Marinha Grande, Paulo Vicente, afirmou não saber do descontrolo; o material retirado foi deixado à porta da Câmara, enquanto algumas pessoas continuam a aguardar o apoio de € 4.600.
O material doado a vítimas da tempestade Kristin ficou sem controlo no Estaleiro Municipal da Marinha Grande, na zona Centro. A denúncia chega a menos de 3 meses após o fenómeno, que ocorreu a 28 de janeiro.
Segundo a reportagem do Repórter Sábado, os jornalistas entraram no recinto sem necessidade de identificação ou prova de necessidade de ajuda. Retiraram telhas à vontade e carregaram-nas no automóvel.
A equipa voltou depois, acompanhada por vítimas da tempestade, que também retiraram material. Não houve verificação por parte de seguranças sobre as peças levadas.
No local, foram filmadas operações de profissionais da construção civil a encher carrinhas com material, sem controle aparente. Alguns itens podem ter sido vendidos posteriormente.
Havia ainda dezenas de sacos de cimento danificados por terem ficado expostos à chuva, conforme a reportagem. O cenário sugere desperdício de recursos e eventual má gestão.
Reação oficial
Paulo Vicente, presidente da Câmara da Marinha Grande, disse não ter conhecimento do descontrolo no estaleiro. Não confirmou procedimentos ou falhas administrativas.
Desdobramentos
Ao final, a reportagem afirma ter deixado parte do material à porta da Câmara Municipal, para registo do episódio e denúncia de falhas de gestão.
Impacto social
Muitos utilizadores, como Adelina Gaspar, continuam à espera de apoios, incluindo uma prestação de 4600 euros. Ela afirmou não ter recebido resposta até o momento.
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