- Trump afirmou que a ofensiva contra o Irão pode ocorrer nas próximas duas ou três semanas, sem indicar data de fim, o que desencadeou nova subida do petróleo e volatilidade nos mercados.
- O barril Brent, referência para Portugal, subiu para cerca de 108 dólares, com valorização superior a sete por cento, após o discurso.
- O West Texas Intermediate (WTI) também avançou, com ganhos superiores a seis por cento.
- As bolsas internacionais caíram, com destaque para perdas no Japão, Coreia do Sul e várias praças europeias; em Lisboa, a Galp Energia registou ganho próximo de quatro por cento.
- O ouro continuou a recuar, enquanto se aproximava de 4.6 mil dólares a onça, e as sessões de sexta-feira e segunda-feira estarão fechadas por feriados de Páscoa.
O preço do barril Brent, referência para Portugal, subiu após o discurso de Donald Trump, que falou em uma escalada do conflito com o Irão sem indicar datas para o fim da guerra. O Brent alcançou os 108 dólares durante a sessão de hoje, 2 de abril, em Londres. A subida foi superior a 7%.
A reação fez-se sentir também no mercado de ações: bolsas asiáticas recuaram e investidores buscaram ativos de refúgio. O West Texas Intermediate (WTI) registou ganhos acima de 6%. A volatilidade manteve-se alta, com o petróleo a oscilar entre subidas e quedas ao longo da semana.
Como reagiram os mercados globais
A intervenção de Trump provocou ajustes rápidos: o petróleo segue volátil e o gás natural subiu acima de 6%, conforme o Financial Times. Analistas citados pela Reuters destacam a incerteza por não se esclarecerem cessar-fogos ou acordos diplomáticos, o que alimenta receios sobre oferta e preço.
Reação na Europa e em Portugal
Na Europa, as bolsas abriram em terreno negativo, com quedas acima de 1% na Alemanha e em Espanha e maior de 1,5% em França. Em Portugal, a Galp Energia destacou-se, com ganhos próximos de 4% antes de o mercado encerrar a semana devido à Páscoa. Lisboa evitou perdas acentuadas enquanto a região verde ficou marcada pelo nervosismo nos mercados.
Contexto e perspetivas
Quem acompanha os mercados aponta que a ausência de dados sobre a estratégia de saída e de diplomacia aumenta o receio de perturbações na oferta mundial de petróleo, sobretudo se o estreito de Ormuz estiver em risco. Enquanto não houver clareza, a volatilidade pode manter-se alta nos próximos dias. O petróleo já oscilou entre 100 e 116 dólares por barril ao longo da última semana.
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