- SpaceX prepara-se para a maior IPO de sempre, prevista para o final do ano, valorizando a empresa em cerca de 1,25 biliões de dólares no conjunto SpaceX e xAI.
- Elon Musk pretende reservar até 30% das ações para investidores de retalho, o triplo da fatia habitual (5% a 10%).
- O plano de colocação envolve uma estrutura à medida, com Bank of America a supervisionar o retalho interno, Morgan Stanley através de E*Trade, UBS para investidores internacionais e Citi para retalho e institucionais no estrangeiro.
- O diretor financeiro Bret Johnsen já terá apresentado a proposta aos bancos, numa altura em que a entrada em bolsa se aguarda para 2026.
- Analistas encaram a IPO como um barómetro da confiança dos mercados em tecnologia e IA, com recepção potencialmente explosiva dada a base de fãs de Musk e o interesse em ações de IA.
A SpaceX prepara-se para uma possível IPO, reservando até 30% das ações para investidores de retalho. A ideia é manter uma quota maior para este segmento, algo inédito na prática comum de Wall Street. A notícia envolve Elon Musk e a equipe financeira da SpaceX, segundo a Reuters.
A operação poderá ocorrer no final deste ano, com a SpaceX a avançar para a maior oferta pública inicial da sua história. A empresa ficou privada desde a sua criação e, em fevereiro, integrou a xAI, outra sociedade de Musk, numa fusão avaliada em 1,25 biliões de dólares.
A fusão com a xAI elevou a SpaceX à posição de maior empresa privada em valorização. A entrada em bolsa está prevista para 2026, segundo as informações disponíveis. A notícia também sugere que Musk pode tornar-se a primeira pessoa com fortuna de 1 bilião de dólares pela via da IPO.
Retalho vs. institucional: quem fica com mais ações
Fontes próximas do processo indicam que Musk pretende destinar pelo menos três vezes a fatia normal de retalho — entre 5% e 10% — para este público. O objetivo é incentivar a detenção de longo prazo e reduzir vendas rápidas por parte de investidores institucionais.
Bret Johnsen, o diretor financeiro da SpaceX, terá já apresentado a proposta aos bancos de investimento. A distribuição será personalizada, com responsabilidades definidas para cada instituição consoante as suas áreas e mercados.
Inicialmente, quatro grandes bancos de Wall Street foram apontados para papéis relevantes na operação. Entre eles estavam Bank of America, Goldman Sachs, JPMorgan Chase e Morgan Stanley. A Reuters atualiza o papel de cada instituição na distribuição de retalho.
Distribuição e mercados
O Bank of America foi escolhido para supervisionar a distribuição ao retalho no mercado interno, com foco em clientes de elevado património e family offices. O Morgan Stanley deverá gerir ordens mais pequenas através do serviço E*Trade.
O UBS terá responsabilidade sobre investidores internacionais de elevado património e family offices, enquanto o Citi coordenará as vendas ao retalho e a investidores institucionais no estrangeiro, com apoio de bancos regionais em Canadá, Europa e Ásia.
Impacto no setor tecnológico e IA
Analistas veem a IPO como um barómetro da confiança nos setores de tecnologia e IA. A notícia surge num momento de avaliação pela elevação de preços e pelos planos de investimento neste espaço, com olhares para a valorização da SpaceX.
Os analistas destacam que a operação pode testar o sentimento do mercado, após quedas relativas de algumas ações ligadas a IA. Temas como a procura por ações de alto crescimento têm gerado debates entre investidores.
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