- O Banco de Portugal afirma que poupará 2,2 milhões de euros com a reforma de Mário Centeno, considerando encargos que teria até aos 70 anos se ficasse na organização.
- O governador Álvaro Santos Pereira garante que não há qualquer custo para os contribuintes nesta operação, já que Centeno sai pelo regime de aposentação do fundo de pensões do BdP.
- Existem dois fundos de pensões fechados no BdP: um para trabalhadores que entraram até março de 2009 e outro criado em 2010.
- A redução de custos faz parte de um esforço mais amplo: em outubro de 2025 o BdP gastava cerca de 1,8 milhões de euros por ano em consultores da administração; a eliminação dessa figura pode gerar poupanças adicionais de 225 mil euros relativos ao edifício alugado.
- A reforma de Centeno, aos 59 anos, tem gerado controvérsia, nomeadamente pelo valor da pensão e pela idade de saída; o Parlamento aprovou audição do governador na comissão competente.
O Banco de Portugal vai poupar 2,2 milhões de euros com a reforma de Mário Centeno, segundo o governador Álvaro Santos Pereira. A declaração foi feita nesta sexta-feira, no Porto, ao explicar o acordo de reforma.
Santos Pereira explicou que a poupança resulta dos encargos que Centeno teria até aos 70 anos, incluindo salários, segurança social e outras despesas como consultor de administração. O governante reforçou que não haverá envolvimento de contribuintes.
Segundo o próprio BdP, Centeno sairá por aposentação ao abrigo do fundo de pensões existente no banco central, que gere dois fundos de pensões fechados.
O objetivo é reduzir custos do banco. Em outubro de 2025, o BdP gastava cerca de 1,8 milhões de euros por ano com consultores da administração. A instituição pretende eliminar essa função, gerando poupanças adicionais.
Controvérsia e avaliação parlamentar
A reforma de Centeno tem gerado discussão pública devido ao valor da pensão e à idade de saída. O Parlamento aprovou, por unanimidade, uma audição do governador na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública.
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