- O BPI mostrou lucro de 512 milhões de euros em 2025, menos 13% face a 2024; a operação em Portugal soma 489 milhões de euros e, no BFA (Angola) e no BCI (Moçambique), 22 milhões de euros, com imparidades de 34 milhões no conjunto.
- O banco está a operacionalizar rapidamente as medidas de apoio anunciadas pelo Governo para os prejuízos da tempestade Kristin, incluindo a reabertura de balcões e avaliação de necessidades dos clientes empresariais.
- As moratórias estão disponíveis já para os clientes, e as linhas de crédito do Banco de Fomento são consideradas importantes pelo CEO.
- No crédito à habitação, houve crescimento de 35% com 3,9 mil milhões de euros em novas contratações, e a carteira ascendeu a 17,2 mil milhões de euros (mais 13%).
- O crédito às empresas subiu 3% para 12,4 mil milhões de euros, impulsionado pelas PME (mais 10% para 6,8 mil milhões). As comissões totalizaram 307 milhões de euros, sem aumento previsto para 2026, e o produto bancário foi de 1,2 mil milhões de euros (-8%), com a margem financeira a cair 10% para 875 milhões.
O BPI apresentou os resultados de 2025, com lucros de 512 milhões de euros, menos 13% face a 2024. O banco está a operacionalizar as medidas de apoio anunciadas pelo Governo aos prejuízos causados pela tempestade Kristin. O objetivo é agir rapidamente nos concelhos afetados.
O presidente executivo, João Pedro Oliveira e Costa, afirmou que ainda existem cinco balcões encerrados nos concelhos impactados. A instituição deslocou vários diretores ao terreno para avaliar as necessidades de clientes empresariais.
As declarações evidenciam a prioridade em colocar no terreno as medidas do Governo, com especial foco nas moratórias, já acessíveis, e nas linhas de crédito do Banco de Fomento, consideradas importantes pelo CEO.
Operacionalização das medidas e impacto local
O BPI enfatizou que a prioridade é operacionalizar as medidas anunciadas o mais depressa possível, sublinhando que o processo não é imediato. O banco mantém contacto direto com os balcões locais para apoiar as empresas afetadas.
Relativamente aos resultados do ano, o BPI foi a primeira grande instituição financeira portuguesa a divulgar números de 2025. A atividade em Portugal contribuiu com 489 milhões de euros, enquanto o BFA, em Angola, e o BCI, em Moçambique, somaram 22 milhões de euros.
No saldo de resultados, o crédito à habitação registou crescimento relevante, com aumento de 35%. A contratação de novo crédito atingiu 3,9 mil milhões de euros, representando 15,1% de quota de mercado na produção.
A carteira de crédito à habitação expandiu 13%, para 17,2 mil milhões de euros. O crédito às empresas cresceu 3%, para 12,4 mil milhões, impulsionado pelo crescimento das PME, que subiu 10% para 6,8 mil milhões.
Estrutura de resultados e remunerações
No âmbito das comissões, o BPI não contará com aumentos em 2026, mantendo o total de 307 milhões de euros, valor que reflecte uma queda de 6% face a 2024, influenciado por uma operação *one off* de 2024. O produto bancário foi de 1,2 mil milhões de euros, menos 8% que em 2024, e a margem financeira recuou 10%, para 875 milhões de euros, devido ao repricing do crédito com indexantes inferiores aos de 2024.
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