- Os preços do petróleo caíram após o presidente dos EUA exigir “acesso total” aos recursos venezuelanos, e a OPEP+ ter confirmado a manutenção da produção até abril.
- Brent ficou em cerca de 60,4 dólares por barril, e o West Texas Intermediate (WTI) em cerca de 57 dólares por barril, antes da abertura formal do mercado.
- A OPEP+, em teleconferência, decidiu manter estável a oferta de petróleo pelo menos até abril, não reagindo à captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelos EUA.
- Os membros que formam o grupo — Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã — participaram na decisão.
- Cortes voluntários de produção iniciados em 2023 foram, em abril de 2025, gradualmente revertidos com aumentos mensais para recuperar quota de mercado.
Nesta segunda-feira, os preços do petróleo caíram após o Presidente dos EUA exigir “acesso total” aos recursos venezuelanos e a OPEP+ confirmar a manutenção da oferta até abril. O Brent desceu para cerca de 60,4 dólares por barril e o WTI caiu para perto de 57 dólares.
A queda acompanhou ainda a reação inicial ao desdobramento político na Venezuela, com novas tensões entre Washington e Caracas a pairar sobre o mercado. Analistas apontam que a incerteza geopolítica pressionou a procura global por petróleo.
OPEP+ mantém oferta estável até abril
Horas antes, a OPEP+ confirmou, numa teleconferência que contou com ministros de energia da Arábia Saudita, Rússia, Iraque, EAU, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã, a decisão de manter a produção estável pelo menos até abril. A medida não reagiu à captura de Maduro, segundo a agência Lusa.
Reversão gradual dos cortes de 2023
Os oito membros do cartel já vinham a avançar, desde abril de 2025, com aumentos mensais graduais para reverter os cortes voluntários de 2023. A estratégia visa recuperar quotas de produção e a participação de mercado, mantendo, porém, o equilíbrio de preços no curto prazo.
Entre na conversa da comunidade