Em Alta Copa do Mundo futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Justiça congela 72 milhões de euros a general angolano

Justiça portuguesa congela 72 milhões de euros em várias contas de Leopoldino do Nascimento, a pedido de Angola, mantendo o arresto apesar de contestações da defesa

General Leopoldino do Nascimento
0:00
Carregando...
0:00
  • A justiça portuguesa congelou 72 milhões de euros pertencentes a Leopoldino do Nascimento, conhecido como Dino, a pedido das autoridades angolanas.
  • O montante está distribuído por várias contas bancárias e a apreensão foi confirmada pelo Tribunal da Relação de Lisboa em abril deste ano.
  • Dino, de 63 anos, foi um dos homens mais ricos e influentes de Angola durante o governo de José Eduardo dos Santos; parte da fortuna terá sido entregue ao Estado angolano.
  • A defesa alegou irregularidades no arresto, incluindo a alegação de que parte do dinheiro pertencia à mulher falecida e que as filhas seriam legítimas herdeiras, além de contestar a competência do Serviço Nacional de Recuperação de Ativos para emitir cartas rogatórias.
  • Em Angola, o Supremo condenou Dino a cinco anos de prisão por falsificação de documentos e branqueamento de capitais, estando o processo em recurso; Kopelipa foi absolvido.

O Tribunal da Relação de Lisboa confirmou o arresto de 72 milhões de euros em várias contas de Leopoldino do Nascimento, conhecido como Dino, a pedido das autoridades angolanas. A decisão ocorreu em abril deste ano, após contestação da defesa. A medida foi imposta pela justiça portuguesa para cumprir um pedido de cooperação entre países.

A investigação envolve Dino, próximo do ex-Presidente de Angola José Eduardo dos Santos. A soma está congelada no âmbito de um caso de corrupção e branqueamento de capitais. O Departamento Central de Investigação e Ação Penal identificou os montantes e o juiz de instrução confirmou o arresto.

Leopoldino do Nascimento, 63 anos, acumulou fortuna em setores como petróleo, banca, telecomunicações, distribuição, indústria e comunicação social. Até 2018, a sua influência foi marcada por vínculos próximos ao poder angolano, com parte da riqueza alegadamente entregue ao Estado.

Em novembro do ano passado, o Supremo Tribunal de Angola condenou-o a cinco anos de prisão por falsificação de documentos e branqueamento de capitais, entre outros crimes. O segundo arguido, Hélder Vieira Dias, conhecido por Kopelipa, foi absolvido; o caso está em recurso.

O recurso apresentado pela defesa argumentou irregularidades no pedido angolano, alegando que parte do dinheiro pertencia à falecida mulher de Dino e que as quatro filhas seriam legítimas herdeiras. Os advogados apontaram a alegada competência do Serviço Nacional de Recuperação de Ativos angolano para emitir cartas rogatórias.

No entanto, os juízes do Tribunal da Relação de Lisboa entenderam que o pedido de cooperação estava dentro dos limites legais. Mantiveram, assim, a decisão de apreensão dos saldos, considerando o conteúdo da cooperação adequado aos requisitos da lei.

Caso Manuel Vicente

Há oito anos, a justiça portuguesa enviou para Angola suspeitas de corrupção ligadas ao ex-vice-presidente Manuel Vicente. Em maio de 2018, os juízes decidiram remeter os autos ao governo angolano, citando interesse na boa administração da justiça e na reinserção social em caso de condenação. Até agora, o processo não chegou a julgamento em Angola.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais