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Rushdie revela ter visto a morte de perto e afirma que não é fantástica

Rushdie afirma ter visto a morte perto; fala da vida, da escrita e da resiliência após o ataque, numa sala lotada no Coliseu do Porto

"A ficção é mais honesta do que a realidade", defendeu o autor de "Os versículos satânicos".
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  • O Coliseu do Porto integrou uma sessão com Salman Rushdie, na qual a conversa foi conduzida por Alberto Manguel diante de cerca de 3 mil pessoas.
  • O tema central foi o significado da vida e o ofício da escrita, apresentado como o mais difícil de todos, porém o mais recompensador.
  • A maior parte do público saiu com a sensação de terem ficado com os pontos-chave do percurso de Rushdie ao longo da conversa.
  • Rushdie lembrou o ataque de quatro anos atrás, que lhe tirou a visão do olho direito e parte da mobilidade de uma das mãos, sem perder o gosto pela vida e pela escrita.
  • O tom foi humano e bem-humorado, destacando a resiliência do escritor frente à violência e às adversidades.

Salman Rushdie participou numa conversa no Coliseu do Porto, diante de cerca de 3 mil pessoas, na noite de domingo. A sessão foi moderada por Alberto Manguel e teve como eixo o significado da vida e o ofício da escrita.

O evento, descrito como uma análise de percurso, mostrou Rushdie numa leitura clara do seu pedido de compreensão do mundo. O tom foi de reflexão, com momentos de humor que aliviaram a intensidade da temática.

A audiência teve oportunidade de acompanhar uma narrativa que atravessa décadas, marcas profundas na vida do escritor de origem indiana e a forma como essas experiências moldaram a sua escrita.

Rushdie recordou o ataque sofrido há quatro anos, que lhe roubou a visão do olho direito e parte da mobilidade de uma mão. O episódio foi citado para ilustrar resiliência e determinação.

Apesar das adversidades, o autor manteve o gosto pela vida e pela escrita, destacando o papel da literatura como instrumento de compreensão. O encontro encerrou com testemunho humano e comovente.

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