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Cai Guo-Qiang afirma que gostaria de voltar a Portugal

Cai Guo-Qiang quer regressar a Portugal depois de apresentar One page na Ribeira, abrindo portas a futuras colaborações com Porto e festival Babell

"Todos sentimos que estamos a perder algo neste tempo", afirma o artista visual chinês Cai Guo-Qiang
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  • Cai Guo-Qiang apresentou a performance “One page” na Ribeira, diante de larg@s milhares de pessoas, em defesa da preservação dos valores humanos em risco.
  • O artista chinês, que vive nos Estados Unidos há mais de duas décadas, expressou-se apenas no seu idioma natal durante o evento.
  • Em entrevista após o espetáculo, agradeceu ao Porto e ao festival Babell pela oportunidade de desenvolver pela primeira vez um projeto em Portugal e admitiu futuras colaborações.
  • Cai Guo-Qiang ficou associado à cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.
  • O artista explicou que, apesar da natureza efémera da pólvora, ela pode ter um efeito permanente na sua arte.

Um manifesto a favor da preservação de valores humanos em risco foi apresentado pela performance “One page”, realizada neste sábado na Ribeira, diante de largos milhares de pessoas. O projeto junta arte, fogo e reflexão sobre o tempo atual.

O artista visual chinês Cai Guo-Qiang, que vive nos Estados Unidos há mais de 20 anos, participou no evento e falou aos jornalistas apenas em mandarim. Em Portugal, pela primeira vez, manifestou gratitude ao Porto e ao festival Babell pela oportunidade de desenvolver uma obra local, abrindo portas a futuras colaborações.

Cai Guo-Qiang tem fortes ligações familiares aos livros: o pai era gerente de uma livraria na sua cidade natal. O criador da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, explicou que a pólvora, elemento recorrente na sua arte, não é apenas efémera, defendendo que o material contém traços de permanência.

O espetáculo ocorreu na Ribeira, numa apresentação de cariz performativo, procurando enfatizar valores humanos em risco num tempo de volatilidade social. O artista reiterou que o projeto procura diálogo entre culturas e crafter de uma visão global, com foco na colaboração entre Portugal e o seu corpo de trabalho.

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